Guilherme de Ockham (aulas)

Guilherme de Ockham


1. Visão geral:
Para Ockham a fé não pode fazer conhecer de maneira clara e inequívoca as suas verdades. A fé não pode apresentar argumentos que possam ser demonstrados. A verdade manifesta por Deus não pertence ao mundo racional. A filosofia não pode se submeter à teologia porque a teologia não é uma ciência, mas uma série de afirmações e sentenças que não se relacionam lógica e racionalmente. O que une as afirmações da teologia é a fé e não a razão.
            A razão também não pode proporcionar assistência e apoio para a fé, pois para as coisas divinas a razão é ineficaz. Somente a fé consegue esclarecer assuntos da revelação divina. O entendimento da revelação divina vai além da capacidade humana e portanto não é racionalmente compreensível. A razão humana trabalha em um território diverso do território da fé.
            O mundo para Ockham é a soma das diversas partes que acabam fazendo o todo, mas essas partes não tem entre si uma ligação ou uma ordenação necessária. Essas diversas partes individuais são o objeto da ciência. O universo é composto por um conjunto de elementos divididos, isolados e eventuais.
            A prioridade que o autor dá ao indivíduo faz com que também tenha prioridade a experiência e é nela que ele coloca a base do conhecimento, que pode ser intuitivo ou abstrativo.
O conhecimento intuitivo é que vai demonstrar se algo existe concretamente. A compreensão intuitiva da realidade do mundo é o que origina todos os outros entendimentos que o conhecimento nos possibilita, é nele que inicia todo conhecimento experimental. No conhecimento intuitivo não existem intermediários entre o objeto conhecido e o indivíduo que vai conhecer esse objeto.
            O conhecimento abstrativo é a totalização, a soma dos diversos conhecimentos intuitivos individuais e não necessita para sua formulação da existência concreta do objeto do conhecimento.
            "Não devemos multiplicar os entes se não for necessário" é a frase de Ockham que resume o que mais tarde ficou conhecida como sendo A Navalha de Ockham. Como cada indivíduo é único, única também é a sua capacidade intelectual, não existe um universal para o conhecimento. Fazer abstrações sobre a essência de diversos entes é algo supérfluo e inútil. O conhecimento baseia-se no mundo empírico e individual. A Navalha de Ockham exclui do conhecimento possível o conhecimento metafísico. Somente podemos conhecer o que podemos experimentar. 
            Em outros termos a Navalha de Ockham diz que entre duas teorias que explicam o mesmo fenômeno devemos escolher sempre a mais simples. No caso de Ockham a explicação mais simples é a mostrada pela experiência.
            Guilherme, após se desinteressar pela pesquisa dos problemas metafísicos, conduz sua atenção para os assuntos da natureza, pois essa é o objeto direto das experiências sensíveis. A natureza é o território do conhecimento humano, é para o mundo físico que os homens devem orientar sua atenção e direcionar suas pesquisas.

2. Separação entre fé e razão
Guilherme de Ockham é o último grande nome da filosofia medieval e o primeiro filósofo que encarna o que se poderia chamar de "espírito do século 14". Levando o pensamento de Duns Scotus às últimas conseqüências, Ockham acentua a separação entre a filosofia e a teologia, entre a razão e a fé, no momento em que se anunciam as primeiras descobertas da ciência moderna.
Para Ockham, demonstrar uma proposição é mostrar sua evidência ou deduzi-la rigorosamente de outra evidente. A essa exigente concepção de prova, acrescenta-se o senso muito vivo do concreto, que faz do ockhamismo um empirismo radical. Na opinião de Ockham, o conhecimento abstrato refere-se às relações entre as idéias, sem nada garantir sobre sua conformidade com o real. Quanto ao conhecimento intuitivo, este dá a evidência imediata, assegurando a verdade e a realidade das proposições. Só a intuição prova a existência das coisas, ponto de partida do conhecimento experimental, que, generalizando o particular, chega ao universal, à lei. É a experiência que permite conhecer as causas das coisas.
Não se trata, portanto, de conhecer o universal, mas a evidência do particular. O universal não tem realidade e a inteligência deve ser capaz de apreender o particular. Para Ockham não existem conceitos abstratos ou universais, mas apenas os termos ou nomes cujo sentido seria o de designar indivíduos revelados exclusivamente pela experiência.Assim, o Deus de Ockham é Javé, que a nada obedece, nem mesmo às idéias, pois, eliminada a realidade dos universais, tudo se torna contingente, e poderia ser de outra maneira, se Deus o quisesse. Provada a impossibilidade de racionalizar a fé, a teologia passa a proceder exclusivamente da crença, e a filosofia, da razão.
3. O conceito de liberdade:
É um filósofo que deixa transparecer sua intensa luta pela liberdade e ao longo de anos desenvolveu uma teoria de liberdade baseada no sujeito. O indivíduo seria capaz de escolher e saber o que é certo e errado sem nenhuma intervenção exterior. O homem teria o direito de decidir o seu fim e a sociedade não deveria impor nada a ele. Para a ética, a liberdade é o assunto por excelência. A liberdade é muito importante para a ética, porque se ocupa do livre arbítrio, da finalidade de nossa vida e existência.
Para Ockham, a liberdade apresenta-se como a possibilidade que se tem de escolher entre o sim ou o não, de poder escolher entre o que me convém ou não e decidir e dar conta da decisão tomada ou de simplesmente deixar acontecer. A preocupação de Guilherme de Ockham é com o fato de que o poder organizado e moralizado é contrário à natureza e à liberdade a nós concedida por Deus. Isto não é admitido como verdade por todos os filósofos, e no pensamento medieval do qual Ockham é um representante, isso era uma total desestruturação de uma cultura e sociedade vigentes.
Ockham denuncia aqueles que em nome da religião, passaram a usurpar o livre arbítrio. E que tais usurpadores entendem, assim como ele, a liberdade como um dom de Deus e da natureza. Ockham situa a ação humana no indivíduo e suas escolhas reais e concretas, presentes não em verdade ou entes universais, mas nas coisas e situações particulares, individuais. Distingue faculdades humanas de faculdades animais, ou seja, o homem possui a capacidade de viver pela arte e pela razão, que no entendimento do filósofo seriam as faculdades humanas e é por elas que deve agir e não pelas faculdades animais (seus instintos). Pressupõe-se assim que é de nossa própria natureza a capacidade de escolha exercida por meio do livre arbítrio, entendida como presente de Deus e da natureza.
4. Quais os problemas da existência de Deus em Ockham?
 A grande problemática que perpassa novamente pela navalha ostentada pelo filósofo é a problemática entre fé e razão, ao contrário da escolástica, Ockham se afasta um pouco dos ditames da fé sobre a razão ou da fé que leva a razão, por motivos diversos, mas, sobretudo porque segundo o filósofo a verdade relevada é necessária e superior ao mundo e a multiplicidade de indivíduos, por Deus ter criado o mundo por pura liberdade, o mundo é contingente, e toda e qualquer tentativa eqüitativa entre razão e fé é uma tentativa, segundo o filósofo, de igualar o contingente ao necessário, o que seria uma falácia. “No contexto das exigências lógicas deve-se dizer que Ockham exclui toda intuição de Deus. Nada pode ser conhecido em si pela via natural se não for conhecido intuitivamente; mas Deus não pode ser conhecido intuitivamente por uma via puramente natural.” (REALE; ANTISERI, 625)

5. Análise dos conceitos de universal e nominalismo:
 Ockham ao primar pela experiência e reconhecer na experiência, o que tardiamente seria chamado de empirismo, um movimento crescente na Inglaterra, entre os séculos XVI; XVII e XVIII. Sabemos que o empirismo é herdeiro de Roger Bacon, um medieval (1214-1292) considerado o precursor de um novo método gnosiológico, o método empirista. Partindo desse ponto podemos observar parte do universo em que se encontra Guilherme de Ockham, considerado o último medieval assim como, talvez, o primeiro moderno, mas especulações a parte, a grande crítica de Ockham aos universais, famosos universais medievais, que descendiam da filosofia grega, do supra-sensível platônico ao motor primeiro aristotélico, Ockham mesmo afirma: “Os universais são simples formas verbais através da qual a mente humana estabelece uma série de relações de exclusiva dimensão lógica” ( REALE e ANTISERI, 620). Portanto a realidade individual no campo de análise permite a Ockham discordar dos universais, por não levarem em conta o conhecimento incomplexo dos termos singulares, inexistentes numa realidade universal puramente lingüística, para o filósofo.

6. O que se entende por nova lógica em Ockham?
Ockham embasado por sua navalha, crítica a lógica Aristotélica e toda a lógica medieval herdeira do silogismo puramente lingüístico e sem compromisso com a realidade; uma vez que o método implicado por Ockham prima pelo indivíduo, ou seja, pela experiência em detrimento dos universais multiplicáveis ao infinito. A respeito das proposições, primeiro: proposições mentais, segundo: a proposição se apresenta no termo oral, por fim o termo escrito, só a primeira é autêntica para Ockham.As outras duas são convencionais pois mudam de língua para língua.Ockam ainda se preocupa em determinar os termos de analise do silogismo, propondo os termos categorimáticos : termos de significado preciso,singularmente e universalmente, exemplo: Homem. E sincategorimáticos: em si mesmos não significam nada, mas somados a outros termos significam alguma coisa, exemplo: cada, nenhum, algum, tudo, exceto... categorias lingüísticas que delimitam ou somam a algum conceito. (REALE; ANTISERI, 622).

7. Novo método científico:
“Além da multiplicidade dos indivíduos, não é necessário admitir mais nada. Se isso é verdadeiro, o fundamento do conhecimento não pode ser outro senão experimental” (REALE; ANTISERI, 628). Partindo da concepção de que a razão se encontra no nível de pesquisa e que a fé é revelada, e uma não tem expressão sobre a outra, Ockham deixa o caminho livre para empreender um novo método de pesquisa, que revisa toda a metafísica tradicional cuja “causa” o princípio (o motor primeiro) já não importa tanto; mas, sim, a análise empírica do objeto de estudo. A partir desse ponto de vista deixa-se de procurar pela substância primeira e seus efeitos, para compreender os fenomenos e suas funções.

8. A navalha de Ockham
Segunda a professora Sara Bizarro, a "navalha de Ockham", também conhecida como o princípio da parcimônia, é uma máxima que valoriza a simplicidade na construção das teorias. A formulação mais comum desta máxima é "Entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem" ("As entidades não devem ser multiplicadas sem necessidade"). Esta formulação é freqüentemente atribuída a Guilherme de Ockham, embora ela não se encontre em nenhum dos seus escritos conhecidos. A frase de Ockham mais próxima desta máxima é "Frustra fit per plura quod potest fieri per pauciora" ("É vão fazer com mais o que se pode fazer com menos").
No entanto, ainda segundo a professora, é defensável que Ockham se referia a uma máxima bastante conhecida, visto que o princípio da parcimônia pode até ser encontrado em Aristóteles. Pensa-se, assim, que esta máxima foi associada a Ockham não por ter sido ele o primeiro a utilizá-la, mas por causa do espírito geral das suas conclusões filosóficas.


O princípio da parcimônia pode ser considerado como um princípio ontológico ou como um princípio metodológico - e os parâmetros de simplicidade requeridos podem variar entre o tipo e o número de entidades a serem admitidas. Como princípio metafísico ou ontológico a "navalha de Ockham" diz que devemos acreditar no menor número possível de tipos de objetos. Como princípio metodológico a "navalha de Ockham" diz que qualquer explicação deve apelar ao menor número possível de fatores para explicar o fato em análise. Guilherme de Ockham foi reabilitado pela Igreja Católica em 1359.

 9.
Algumas advertências sobre o mau uso da Navalha
Como todo princípio científico mal compreendido e vulgarizado pela repetição (E=mc2, entropia, caos, herança genética, etc), a Navalha de Ockham se tornou um bordão utilizado indevidamente por leigos e por céticos ansiosos demais em descartar explicações incomuns.
Quando se diz que a teoria mais simples é a correta não se quer dizer que a teoria mais fácil de se entender é a correta. Em primeiro lugar porque simplicidade é um critério pessoal e subjetivo. Além disso a natureza certamente não tem vocação para a simplicidade; apesar de algumas leis fundamentais da física serem expressas de forma surpreendentemente simples (como as leis de Newton), isto não significa que a explicação mais simples seja sempre a correta, ou que seja correta num número maior de vezes. Na verdade, à medida que nos aprofundamos nos terrenos da física quântica ou da cosmologia, ocorre justamente o contrário e as explicações tornam-se cada vez mais complexas. Por isso é preciso compreender que a Navalha de Ockham não trata de descartar hipóteses só porque são mais difíceis de entender. O que ela propõe é que se descarte as hipóteses que em igualdade de condições com outras, possuem mais suposições ou mais pressupostos, já que quanto mais suposições, maior a chance de que alguma delas esteja errada.
Sendo assim, o princípio da economia de Ockham se revela uma diretriz, não uma regra; uma indicação de qual caminho seguir, não um sentido obrigatório; ou seja, apenas bom senso sistematizado, que no fundo é tudo do que trata o método científico.

10. Questionário:
  1. Para Ockham o que significa o termo mental?
  2. O que Ockham entende por definição nominal?
  3. O que significa o principio da economia ou “navalha de Ockham”?
  4. Qual o valor e o sentido da verdade segundo Ockham?
  5. Como Ockham resolve a questão dos universais?
  6. Que distinção faz Ockham entre potência absoluta e potência ordenada de Deus?
  7. O que Ockham entende pelo conceito de Liberdade?


11. Bibliografia:
  1. Enciclopédia Mirador Internacional // Revista Intelecto: 2013.
  2. Martins Filho, Manual Esquemático de história da filosofia: 2000.
  3. Gilson & Boehner, História da filosofia cristã, 2009.
  4. Reale & Antisseri, História da filosofia, 2007.


Duns Escoto (aula)

Duns Escoto


Doctor subtilis    =   uma racionalidade diversa
obras:
Opus Oxoniense: Comentario às sentenças
Tractatus de primo principio
Questiones in Metaphysicam
+ Conhecimento intuitivo (o objeto presente na mente: sensível aos sentidos e o inteligível ao intelecto).
+ Somente o Infinito é causa de si mesmo, assim pode  constituir o primeiro termo, pois é causa de si e impossível que assim não seja;

Contraste entre verdade racional da metafísica e a verdade da fé à qual a razão pode somente se submeter e que tem uma certeza bem sólida  para  os católicos.
A fé não tem nada a ver com a ciência, pois a fé pertence ao domínio prático.
Tudo o que ultrapassa os limites da razão humana já não é ciência, mas ação ou conhecimento prático da fé
·        A separação e a antítese na doutrina
·        O teórico e o domínio da necessidade, da demonstração racional e da ciência;
·        Impossibilidade de demonstrar por meio da razão todos os atributos de Deus:
·        Univocidade como característica do ser: o ser é o conceito fundamental e primeiro; é transcendente, é uma noção unívoca: comum às criaturas e a Deus.
Teodicéia: 
·         Mente: conceitos positivos sobre Deus (não negativos ou análogos, mas conotativos)
·        Ser Infinito : conceito mais simples sobre Deus;
·        Sem causa e necessário;
·        Primado da vontade sobre o entendimento (ativa, não determinada, superior à própria fé);
·        Deus produz livremente as essências.
Quem é esse ser aqui? Quem é esse homem aqui? Principio da individuação : não é a forma ou a matéria, mas um principio a si mesmo, uma entidade cuja função de fazer algo seja essa coisa mesma (haecceitas): em Tomas matéria e forma, para Escoto são unidos pela haecceitas.
Relação emtre teologia e filosofia
·        Necessidade da revelação
o   Não possuímos um conhecimento distinto de nosso verdadeiro fim
o   Desconhecemos as três condições necessárias para a consecução deste fim
o   Impossibilidade de conhecer as coisas essenciais do mundo espiritual e da própria divindade
·        Teologia e metafísica:
o   Teologia em si e em nós (verdades necessárias e contingentes)
o   Metafísica: ser enquanto ser (meditação metafísica sobre os conteúdos da fé)
·        Conhecimento
o   Intuitivo (objeto existente e presente: modo imediato)
o    Abstrativo (essências, species)
o   Particular (individuação)
o   Abstração: natureza comum como pressuposto da abstração: natureza anterior á sua simplicidade e universalidade;
o   A abstração passas da indeterminação para o conceito universal;
o   O objeto: natureza individual
o   Entendimento: natureza universal: unidade da essência.
·        Transcendentais:
o   Ser
o   Predicados conversíveis
o   Disjuntivos e perfeições puras
·        Existência de Deus: um infinito existente
·        Causalidade (eficiente, final e eminente: necessária)




jovens: sentido da vida

Mensagens

Sentido da Vida

Mensagem sobre o sentido da vida.

Diariamente nos perguntamos aonde vamos e o que estamos fazendo de nossa existência. O caminhar, o existir deve estar dentro de nós e nos impulsionar nessa grande jornada chamada de planeta terra.
Nossas existências caminham lado a lado com: imperfeições, erros e tropeços. Viver é assim ultrapassa as possibilidades de erros e acertos. Estejamos certos de que a existência é algo que nos leva a refletir sobre as possibilidade de escolhas que temos. Ao optarmos por um caminho deixamos de seguir por outro. E a estrada é sempre um desafio a ser descoberto, porque nossas escolhas irão ecoar por toda a eternidade. Já dizia Sócrates 400 a.c que a felicidade consiste em si conhecer.Mas não será este o nosso maior desafio? Nos conhecer...
É fácil conhecer os problemas alheios, simples, opinar nos problemas dos outros, mas no nosso é complicado. Deveríamos estudar mais nossa própria personalidade, nossa índole, buscando o autoconhecimento para sermos pessoas melhores, amigos melhores, professores melhores, enfim seres humanos melhores. Como ser bom com o outro se muitas vezes não somos bons conosco mesmo? A verdadeira inteligência esta neste autoconhecimento. Quando nos deparamos com pessoas como Madre Tereza; Gandhi; nos questionamos a te que ponto somos bons? Somos realmente capazes de fazer o bem? Me valorizo? Me amo? Ou estou sempre preocupado com o que a Mídia me oferece.
Vivemos uma existência de frustrações que criamos em nós mesmos. Lutamos por valores que muitas vezes, não são nossos...E ai? O que fazer diante dessa luta insensante que travamos conosco?
Acredito que os valores precisam vir de dentro... Devemos acreditar no potencial de energia criadora do bem e do mal que alimentamos dentro de nós.
Uma existência é mais que uma simples vivencia. Marcamos profundamente as pessoas que estão ao nosso redor e nossa estória nunca morrerá, permanecerá com nossos amigos, discentes, pessoas que marcaram ou que marcamos ao nosso redor...
A responsabilidade das marcas corre por sua conta. Pense nisso...
Cátia C. de C. NogueiraEnfermeira, Graduada e Licenciada em Enfermagem.

RELATÓRIO SOBRE O FILME "EM NOME DE DEUS"

RELATÓRIO SOBRE O FILME "EM NOME DE DEUS"





O filme “EM NOME DE DEUS”, retrata a história real sobre o amor proibido entre o Professor de Filosofia Pedro Abelardo, um intelectual bastante conceituado nas Universidades da França, com a jovem Heloísa, uma moça além de ser muito bonita, era também extremamente inteligente, era leitora assídua das obras de autores importantes e era uma poliglota em latim e grego, além desses atributos todos que fez com que Abelardo se apaixonasse por ela, mas havia algo que tornava um empecilho para o romance, e que Heloísa era sobrinha de um importante cônego da França, e esse cônego era um dos reitores da Universidade em que Abelardo ensinava.
A história real do amor proibido, um tanto que uma versão “Romeu e Julieta”, do século 12, retrata bem como a Igreja tinha muito controle sobre o ensino, principalmente porque a Universidade em Abelardo ensinava era ligado a Igreja e por conta disso era extremamente rígido, até mesmo os professores tinham de fazer seu voto de castidade.
Analisando em partes vê-se que em cada momento, o filme mostra o que muitas correntes acadêmicas definem como foi o século 12m período no qual o filme retrata, principalmente a partir dos diálogos, como exemplo, na cena inicial do filme em que Heloisa aparece dentro de um convento, Heloisa então uma mulher muito além do seu tempo, por ser muito culta e leitora assídua inclusive interesse por diverso conhecimentos científicos, coisa que era impossível imaginar para uma mulher naquela época se interessar por Geometria, Matemática, Filosofia, Física, entre outras, contesta a Madre do convento sobre o fato de todo o conhecimento vim de Deus, e a Madre responde que só o conhecimento verdadeiro e o que não vem de Deus é um conhecimento falso a Madre com muita autoridade comenta que esse conhecimento falso vinha do Diabo, esse comentário feito pela Madre a Heloisa faz bem uma alusão ao fato que de tão que os conhecimentos que a população européia da Idade Média tinha só das palavras da Bíblia, porque como a Igreja tinha um forte domínio político em todo continente europeu, então se fosse contestado as palavras divinas seria acusado de blasfêmia, isso era de fato uma alusão a vida rotineira que a Europa cristã do século 12, na visão, na mentalidade daquela época, apenas as palavras da Bíblia, era verídicas, e outras palavras que não da Bíblias, como a dos intelectuais , eram falsas eles estavam movidos pelo demônio. Esse tipo de atitude que Heloisa teve era uma mostra do quanto ela era uma mulher muito avançada para sua época, e ainda inteligente e muito contestadora , foi também nesse convento que Heloisa ainda não satisfeita faz outro desafio para a Madre, perguntando para ela se era verdade que Deus criou o homem a sua imagem e a Madre responde que esse tipo de afirmação estava nas escrituras sagradas e ainda não contente Heloisa pergunta se os homens tem órgãos reprodutores e comenta que suponha que Deus também tenha, ao fazer este tipo de comentário Heloisa acaba sendo punida, acusada de blasfêmia, o que fica claro que de tão rigoroso que se levava as palavras de Deus, que qualquer comentário que se fazia com o intuito de contestar, como o que Heloisa fez sobre os órgãos reprodutores, que aludia a prática sexual que era algo extremamente proibido e reprimido naquela época, porque na visão da Igreja em pleno século 12, aquilo era a própria prática do pecado da luxuria.
Depois disso Heloisa recebe a visita dentro do mosteiro de um bispo que se encarregou de levava-la de volta para o tio dela, um importante cônego da França, e sem ela saber o Tio dela está planejando arrumar um casamento para ela. Durante a estrada, andando pela charrete, tendo uma conversa um tanto filosófica com o Bispo que lhe acompanha na viagem, onde lhe pergunta sobre os porcos , ela explica o seguinte “Nosso Senhor baniu o espírito do mal para dentro dos porcos que se mataram”, e o Bispo então pergunta para Heloisa “O que os porcos faziam lá” e Heloisa então responde que eram impuros para os judeus e ainda pergunta para o Bispo a quem pertenciam e ele simplesmente não soube responder, isso mostra os judeus eram mal vistos na sociedade cristã dessa época, era o que segundo algumas correntes historiográficas definem sobre os judeus como os lixos da sociedade. Ao chegarem na Catedral, onde funcionava uma das mais conceituadas universidades da França, onde o inclusive o tio de Heloisa era um dos cônegos dessa Universidade, aparecem os alunos baderneiros que eram todos discípulos de Pedro Abelardo, que foi um importante filosofo e teólogo, um homem que em todo momento que dava suas aulas, colocava todos os seus revolucionários alunos a terem um senso critico, e um dos maiores alvos de contestação que Abelardo sempre influenciava seus alunos a terem um grande sendo critico era quanto as escrituras da Bíblia, retrata esse tipo de posição contestadora dele ao discutir com seus alunos, tanto que em uma passagem do filme, mostra a discussão de dois monges comentando sentirem um grande temor de que Abelardo pudesse corromper a juventude, mas o outro o acalma dizendo que ele não passava de um demagogo, mas que mesmo assim era um dos mais conceituados e queridos professores que a Universidade já teve.
O filme mostra como foi o primeiro encontro de Abelardo e Heloisa ter ocorrido numa situação muito curiosa, foi quando Heloisa o viu na janela do seu quarto um garoto ser atropelado por um homem montado num cavalo, e esse homem deixa cair umas moedas no menino, e Heloisa foi correndo saindo de sua casa para socorrer o menino e de repente vê Pedro Abelardo pegando as moedas que o homem do cavalo deixou cair, por ter jogado no menino, e Heloisa fica indignada com essa atitude de Abelardo, mas mal sabiam eles que seriam o inicio do romance proibido entre os dois, que ao ser descoberto pelo tio de Heloisa, este irá fazer de tudo para atrapalhar o romance entre os dois, inclusive tentar perseguir Abelardo, cassando o seu direito de lecionar na Universidade, e é nesta momento que Heloisa acaba engravidando, e o tio dela ao saber disso resolve castrar Abelardo e com isso torna-se inevitável para que Abelardo vendo que seria impossível continuar a viver sua historia de amor com Heloisa, resolve fazer voto de castidade, se tornando monge, incentivando o mesmo para Heloisa, que vira freira, é nesse momento que também nasce os filho dos dois, que Heloisa batiza de Astrolábio, por ser uma referencia a um objeto usado para medir a distancia das estrelas. E quando os dois resolvem fazer os votos de castidade, Abelardo manda para que Heloisa deixe a criança aos cuidados da irmã de Abelardo, que passa então a assumir o papel de mãe da criança. O voto já era algo ao qual Abelardo já havia quando entrou na Universidade para lecionar, isso porque naquele período em que o filme se ambienta, mostrando que todas as Universidades eram controladas pelas Igrejas, que por conta era obrigatório até aos professores fazerem voto de castidade assim como as classes hierárquicas clericais , que era uma forma dele viverem exclusivamente para Deus, inclusive há até uma cena em que os alunos de Abelardo resolvem desafiá-lo colocando em seu quarto uma bela jovem cortesã, que tira a roupa na frente dele, tentando testar para ver até que ponto Abelardo resistiria a tentação carnal.
Mas é na cena final do filme que mostra muito emocionante, depois de muito sem terem contato Abelardo já idoso aparece para o convento onde Heloisa faz parte da Irmandade, e faz uma visita surpresa para ela, e para surpresa ainda maior dela, aparece trazendo o seu filho Astrolábio, já bem crescido, um homem feito, e ao vê-lo Heloisa se emociona e o abraça, porque não o via desde que ele era um bebê, já que ela o havia deixado aos cuidados da irmã de Abelardo que ela adotou o voto de castidade, e nesse momento final do filme também que ocorre um dialogo entre os dois, fazendo juras de amor e ao subir os créditos aparecem uns letreiros que informam o seguinte , Abelardo e Heloisa forma enterrados juntos , Cemitério de Pere Lachais , em Paris , que curiosamente até hoje muitos casais que passam por lá nesse cemitério, costumam deixar flores em seus túmulos.

Manager, che vita “sconcertante”

Manager, che vita “sconcertante”

Quattro dirigenti d’azienda narrano come è cambiato il mondo del lavoro nel libro di racconti “Sconcerto globale”. Con ironia, spirito di autocritica e una convinzione: dimenticare l’etica alla fine non paga. Intervista al manager-scrittore Giovanni Favero. IL COLLOQUIO DI LAVORO:partecipa all'indagine. OPEN SPACE: troppo caos e poca privacy

di LUCA BALDAZZI
Colleghi d’ufficio pronti a sbranarsi, perfino a uccidere per un incentivo in più. Giovani stagisti “cinquecento euro al mese e coltello tra i denti”, perché iniziano in dieci e ne resterà forse uno. Un dirigente d’azienda che, novello Faust, ha fatto un patto col Diavolo via e-mail. Benvenuti nel mondo del lavoro del terzo millennio. Così, con scene d’ordinaria follia e molta ironia, lo narrano alcuni dei suoi stessi protagonisti.
Sono dirigenti e manager affermati Giovanni Favero, Gino Saladini, Cristina Volpi e Luciano Ziarelli, autori degli otto racconti che compongono l’antologia “Sconcerto globale”, appena pubblicata dalle edizioni Apogeo. Letteratura accompagnata alla musica: il libro ha una prefazione di Enrico Ruggeri ed è accompagnato da un cd con letture e una “colonna sonora” delle storie realizzata da Luigi Fiore. Il volume – dal sottotitolo “Racconti di manager in bilico” – sarà presentato a Cervia (Ravenna) il 25 e 26 maggio durante il congresso nazionale dell’Aidp, l’Associazione italiana dei direttori del personale (www.aidp.it), con una lettura dal vivo dello stesso Ruggeri.
Al congresso si parlerà di valorizzazione dei talenti e delle risorse umane per il successo delle aziende. Ma nella fiction del libro affiora anche l’altra faccia della medaglia, il lato oscuro del management: i casi di mobbing, i rapporti umani che possono diventare spietati, i sacrifici al dio profitto. Anche se alla fine, in quasi tutti i racconti, sopravvivono e vincono in ufficio quelli che sanno dimostrare uno “scatto” di coscienza, etica, umanità. Ne parliamo con Giovanni Favero, manager di un’importante compagnia di assicurazioni, che ha ideato il progetto dell’antologia e scritto due racconti.
“Nelle nuove aziende – dice un personaggio di una delle sue storie – non c’è più nessuno che sappia ‘fare il mestiere’”. Solo piani di ristrutturazione e costi, ovvero persone, da tagliare. È davvero così spietata e “sconcertante” la vita da manager?
“Con questo libro io e altri colleghi abbiamo voluto lanciare una provocazione. Con ironia, ricorrendo alla fiction e a qualche iperbole. Nel racconto che lei cita, parlo di un manager assicurativo di ‘vecchia scuola’ che viene prepensionato, torna dopo un mese per una visita di cortesia nella sua azienda e non la riconosce più. Il suo modo di lavorare era basato sulla creazione di una squadra di professionisti e sulla cooperazione per raggiungere stabilità e risultati di lungo periodo: tutto questo è stato sostituito da una competizione interna selvaggia, e da un nuovo giovane manager senza nessun attaccamento all’impresa, la cui visione dipende totalmente dalle pressioni degli azionisti e degli analisti finanziari. Ma in questo racconto non ci sono vincitori né vinti. C’è piuttosto un dubbio, la domanda finale che si fa il ‘vecchio’ manager: l’azienda può essere un altare su cui immolare tutto il resto? Il libro vuole offrire uno spunto di riflessione e di autocritica sul lavoro oggi. È un rischio lasciare fuori la dimensione etica e la vita interiore, per le persone ma anche per le aziende, che a volte navigano troppo ‘a vista’ e sono sottoposte a pressioni eccessive”.
Che consiglio darebbe a uno stagista che inizia oggi il suo percorso in un’azienda?
“Gli direi di vivere il lavoro col massimo impegno e con voglia di far bene. Ma di mantenere anche un sentiero professionale sanamente indipendente dalla vita aziendale. Si può fare bene anche senza avere il coltello tra i denti, guardando il lavoro del vicino di scrivania e impegnandosi giorno per giorno per crescere. Lo stage è uno strumento importante, che consente all’azienda e al candidato di valutarsi reciprocamente: certi meccanismi di competitività troppo esasperata ne distorcono il significato e il valore”.
Un consiglio che vale anche per i manager?
“Certo. Bisogna saper trovare un compromesso. Un punto di equilibrio personale, tra l’immolarsi per l’azienda e il puro e semplice ‘navigare a vista’”.
Un altro bersaglio dell’ironia dei suoi racconti sono certe convention aziendali, dove il brillante economista di turno dice agli imprenditori solo ed esattamente quello che vogliono sentirsi dire…
“Nella vita delle aziende abbiamo importato forse un po’ troppo una cultura di tipo televisivo. A volte convegni e convention aziendali diventano in pratica dei reality show, preparati per far ‘passare’ un messaggio che già pre-esisteva, e non per fare un’analisi reale del mercato. È uno sbaglio: è sempre meglio costruire una comunicazione positiva e sana, sia all’interno sia nei confronti dei clienti. Sta qui il messaggio ‘provocatorio’ del nostro libro: il comportamento poco etico, in azienda, alla fine non paga”.

Como vemos a vida?


dependede_como_vc_ve_a_vidaOlá amigos leitores! Domingo é um dia extremamente enfadonho, principalmente quando você está diante da TV, sem opção de coisa melhor para fazer.
Então pensei: não posso deixar de escrever à meia dúzia de fiéis leitores que acompanham meus artigos. 

Vou contar uma pequena estória.
Não sei precisar onde a vi pela primeira vez; mas o importante que é interessante. Vamos lá...

Um grande empresário do ramo de calçados de um país europeu havia prosperado muito na vida e aberto diversas filiais pelo mundo.
Ele tinha a intenção de expandir seus negócios para um país do norte da África Para saber se seria viável, enviou dois funcionários de confiança para regiões diferentes a fim de conferir as condições e os costumes daquele país. Aproximadamente dez dias depois, o primeiro analista liga para o patrão e diz: "Chefe não há a menor condição de abrirmos uma filial aqui porque as pessoas deste lugar não usam sapatos. Será um desastre!"

Na semana seguinte liga o outro analista e diz para o chefe: "Patrão você não vai acreditar! Aqui é maravilhoso! Certamente nossa filial será uma das mais lucrativas do grupo. Aqui, as pessoas não conhecem sapatos, por isso não tem hábito de usá-los. Acredito que a propaganda criará neles o desejo e a necessidade de compra".
A vida é assim mesmo, algumas enxergam  oportunidades enquanto outros só têm olhos para os obstáculos.Muitas vezes, a dificuldade é a oportunidade de grandes conquistas. Muitos vêem na reprovação do vestibular justificativa para interromperem seus estudos ou abandonar seu sonho.Outros preferem abandonar seu ofício; sua cidade ou se país para tentarem a sorte em outro lugar. Quase sempre o maior sabotador de nossos planos e projetos somos nós mesmos. É necessário primeiramente mudar a forma de perceber o que acontece em nossa volta. Então quando as coisas não estiverem saindo conforme o esperado está na hora de refletir internamente qual a sua parcela de responsabilidade pelo fracasso. Seja a doença que causa um desatino em você; seja a perda do emprego; seja a frustração amorosa; seja o fato de ter sido trapaceado. em todos esses episódios o indivíduo sente-se vitimizado; fica lamuriando pelos cantos com xingamentos intermináveis. Tente começar a ver o lado positivo das coisas; reflita por um instante se não foi melhor assim; um pouco de resignação as vezes é a coisa mais acertada no momento de dor. E lembre-se daquele velho clichê todo ponto de vista é a vista de um ponto.
Psicólogo Marcos Bersam

SAO TOMAS DE AQUINO

Tomas de Aquino




Segundo Tomás de Aquino é a revelação divina que possibilita formularmos enunciados sobre a condição humana e sobre o mundo em que vivemos, é por isso que a preocupação inicial do pensamento do filósofo e teólogo é Deus e posteriormente o homem e o mundo. A filosofia por si só não consegue esgotar os conhecimentos que podemos ter do mundo e de nós mesmos. Para que possamos explorar de maneira mais abrangente a compreensão e a percepção do mundo e dos homens, necessitamos da sacra doutrina revelada por Deus. A fé aperfeiçoa a condição de entendimento da razão e a razão é o argumento aceito por todos os homens para esclarecer os assuntos da fé.

            Cinco provas da existência de Deus
Tomás, seguindo argumentações lógicas, busca provar a existência de Deus através de cinco raciocínios de causa e conseqüência. O primeiro raciocínio é o da modificação e é o que ele considera ser o mais evidente. Os nossos sentidos nos mostram que as coisas do mundo modificam, ora qualquer coisa que modifica é porque sofreu ação de outra coisa. As coisas não podem ser causa das próprias mudanças, tudo que foi modificado foi modificado por outra coisa. Se as modificações que ocorrem no mundo foram ligadas em forma de causa e efeito, deve existir uma causa última que desencadeou todos os outros movimentos, todas as outras modificações e essa causa última de todas as modificações é Deus, pois ele é imutável, não se modifica e é único.
            O segundo raciocínio é o principio causal. As coisas que existem tem necessariamente que terem sido feitas por algo que seja anterior a ela. O principio causal de uma pessoa são seus pais e da mesma forma todas as coisas tem o seu principio causal. Se raciocinarmos seguindo o principio de causa e efeito e formos buscar no passado a causa de todas as coisas, chegaremos a uma causa única que causou todas as outras coisas, essa causa única é Deus.
            A existência necessária é o terceiro raciocínio. No mundo encontramos muitas coisas, ou todas as coisas, que podem ser e podem também não ser, ou ser e deixar de ser o que são. Uma pessoa é, mas pode deixar de ser. Tomás acreditava que é impossível que as coisas sejam sempre, um dia o que é deixará de ser. Mas para que as coisas existam, mesmo que temporariamente, é necessário que exista algo que exista sempre, esse algo que sempre existiu e sempre existirá é Deus.
            O quarto raciocínio é o dos graus de perfeição. De todas as coisas que existem no mundo podemos classificá-las em melhores ou piores. Uma casa pode ser melhor que outra casa que pode ser pior do que uma terceira. Quando seguimos esse pensamento estamos organizando as coisas conforme seu valor, algumas coisas são mais ou menos perfeitas que outras. Na sequência, deve haver algo que seja bom, verdadeiro, virtuoso e perfeito ao máximo grau. A mais elevada perfeição, para Tomás, é Deus.
            O último dos cinco raciocínios lógicos para provarmos a existência de Deus segundo Tomás é o raciocínio do finalismo. Muitas coisas que não tem em si conhecimento de sua finalidade buscam mesmo assim um fim em seus movimentos, como algumas plantas que tem por finalidade produzir frutos. Como o conhecimento da finalidade da planta - produzir frutos - não está na planta, ele deve estar em algum outro ser, e esse ser é Deus.

            Tomás acreditava que o homem é formado por uma natureza racional, uma natureza que tem a capacidade de conhecer e de escolher livremente e é nessa capacidade de escolha que está a raiz do mal, que é a ausência do bem. O homem, para iluminar as suas livres ações em direção do bem, tem à sua disposição a lei eterna, a lei natural e a lei dos homens, e acima dessas três lei tem ainda a lei divina que é a lei manifesta por Deus. A lei eterna é o projeto de Deus para todo o universo. A lei natural, da qual o homem também tem capacidade de conhecimento, tem por fundamento o fazer o bem e evitar o mal, pois dessa forma ele vai proteger a sua existência, e isso também é um bem.
            A lei humana nasce da necessidade que o homem tem de viver em sociedade e de evitar que vivendo socialmente alguns homens cometam o mal, que leva à destruição da sociedade em que vivem. As leis humanas tem por objetivo preservar o bem comum. Mas se as leis humanas não respeitarem as lei naturais ou forem contra as leis divinas, elas deve ser desobedecidas, pois são injustas.

            Tomás busca incluir em um só conjunto a filosofia e a fé. Para representar a filosofia ele toma principalmente as obras de Aristóteles, e para representar a fé ele utiliza as revelações de Deus feita aos homens e da qual a Igreja Católica é guardiã.
            A finalidade suprema do homem é Deus e a razão é dependente da fé. A essência do homem, a sua natureza, é composta pelo corpo e pela alma, o corpo também faz parte da essência do homem, pois ele é o responsável pelas sensações, que não são percebidas somente pela alma.

Sentenças:
- Somente Cristo é verdadeiro sacerdote, os outros são seus ministros.
- Você não possui a verdade, mas é a verdade que te possui.
- Os princípios inatos na razão se demonstram verdadeiros ao ponto de não ser possível pensar que eles sejam falsos.
- Eu não sou a minha alma.
- Humildade é a virtude que freia no homem o desejo de se elevar além do que merece.
- Deus é um ato puro e não em potência, ele tem em si um poder ativo infinito sobre todas as outras coisas. 
- A alma se conhece pelos seus atos.
- Justiça sem misericórdia é crueldade.
- O que se recebe se recebe ao modo do recebedor.
- Tema ao homem de um livro só.
- Para quem tem fé a explicação não é necessária. Para quem não tem fé nenhuma explicação é suficiente.

Tomas de Aquino marca a etapa decisiva na filosofia e na teologia escolástica. Culmina a obra do seu mestre Alberto Magno. Graças à especulação tomista, o aristotelismo faz-se flexível e dócil a todas as necessidades da interpretação dogmática.

Harmonizar a filosofia com a fé, a obra de Aristóteles com as verdades que Deus revelou ao homem e das quais a igreja é depositaria. Por isso vale os dois pressupostos:
a)     separar claramente a filosofia da teologia;
b)    fixar um critério que permita ver a disparidade e a separação entre o objeto da filosofia e o da teologia, do ser das criaturas e de Deus.
Esse sistema tomista ajudará:
a)     a determinar as relações entre razão e fé;
b)    a estabelecer a regula fidei;
c)     a centrar ao redor da função da abstração, a capacidade de conhecer do homem;
d)    a formular as “provas” da existência de Deus, como dado a posteriori da experiência: dos efeitos, da ordem, do nascimento, da contingencia e da finalidade dos seres,
e)     a esclarecer os dogmas fundamentais da fé.


Distinção real entre ente e essência, a analogia do ser. Os dois significado do termo ser (ens a se – ens ab alio), não são idênticos e nem completamente diferentes, pois o ser não é unívoco e nem equivoco, e sim análogo, o que implica proporções diferentes. Essa proporção é uma relação de causa e efeito: o ser divino (ens a se) e causa do ser finito (ens ab alio).

  • ao Deus alcançado racionalmente a fé acrescenta os atributos cristãos do Deus pessoa.
  • Uso das noções  aristotélicas de ato, forma e matéria.
  • Função importante da matéria em relação ao problema da individuação.
  • A matéria quantitate signata.
  • Ser completo é a união substancial entre corpo e alma.
  • A teoria cristã da ressurreição da carne.
  • O conhecimento tem inicio nos sentidos.
  • Dos sentidos o intelecto recava um conhecimento superior.
  • O universal existe “ante rem”: DEUS,  “in re”: COISA e “post rem”: MENTE.
  • Toda verdade é adequação do intelecto ao ser (adaequatio rei et intellectus).
  • A realidade da abstração: nem mesmo o intelecto agente possui uma existência sua própria que esteja fora do individuo real.
  • Não-ser: oposição relativa, contrariedade, privação, contradição (logica e metafisica).
  • Os transcendentais: uno, verdadeiro, bom.
  • Deus: Ato Puro, Causa Fina e Causa Eficiente. As 05 vias (Motor Imóvel,  Causa Incausada, Ser Necessário,  Ser Perfeito, Inteligência Ordenadora.
  • Participação: ser ou ter parcialmente, ato de ser (algo se possui de forma limitada: estática, porque se recebeu de quem possui em sua plenitude: dinâmica). O principal elemento constitutivo do ente é o ato de ser, que é uma participação recebida do Ser por essência (Ipsum Esse Subsistens).
  • Teoria do conhecimento: o primeiro que se conhece é o ente.  Etapas do conhecimento: Species sensibilis, species intelligibilis, species impressa, species expressa.
  • Antropologia: a alma é a forma substancial do corpo e, no homem, a alma racional assume, como potências, as faculdades inferiores, inexistindo, pois, a pluralidade das formas.
  • Ética: recta ratio agibilium – agere sequitur esse – sindérese.
  • Lei eterna, lei natural, lei positiva, lei divina, justiça (comutativa, distributiva, legal)


OBRAS:
  1. O ente e essência: o léxico de metafisica
  2. Comentário ao De Trinitate de Boécio: a relação entre filosofia e teologia
  3. Summa contra gentes: a busca pela verdade.
  4. Summa theologiae: um compêndio da doutrina cristã.
  5. Unicidade do intelecto e a eternidade do mundo: cada um pensa por si mesmo; a criação depois do nada.

QUESTOES:
  1. Qual o objetivo de são Tomas ao escrever o De ente et essentia?
  2. Por que são Tomas critica o hilemorfismo universal?
  3. Como se configura a relação entre fé e conhecimento natural em Tomas de Aquino?
  4. Qual a contribuição da filosofia  para a ciência divina segundo São Tomas?
  5. Por que para são Tomas o Deus dos filósofos não coincide com o Deus da revelação?



Pra se pensar ....

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