Rio 2016

http://www.youtube.com/watch?v=Z00jjc-WtZI&feature=fvw
o rio continua lindo

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Verdade contra o método?

Num artigo de Rohden, no qual ele fala do método filosofico em Montaigne, Descartes e Gadamer, o autor busca a partir da definiçao de filosofia como admiraçao, mas que se revela na historicidade, ele quer enfatizar uma retomada reflexiva sobre a historia, assim como do espaço, do tempo e do proprio homem.


Ao longo do artigo ele quer por em relevo a questao do método em tres momentos da historia da filosofia: renascimnto, modernidade e pos-modernidade, ou seja, Montaigne e o ensaio como método, quer dizer "saber é duvidar, crer é duvidar", pois segundo o autor para Montaigne "Montaigne processa a guinada para o sujeito. O objeto central do conhecimento, seu télos, é o homem que se torna o ponto de partida e chegada do conhecimento. O que ele pode conhecer parte dele mesmo, afinal não é possível o conhecimento que não seja plasmado pela vida, pela materialidade do corpo" (9).

Logo ele analisa a idade moderna, ou seja, Descartes, onde se colocou a tarefa de fundamentar e elaborar o pensamento filosofico sobrebases metodicos-criticas, isto é, "elevar a filosofia ao nivel de ciencia rigorosa" (11). Ao longo da analise do método na idade moderna oautor fala das conquistas: descoberta do sejeito e da subjetividade, mas também dos limites do método moderno: separar o conceito e a experiencia; por fim o artigo fala do método na pos-modernidade, isot é, de Gadamer, nesse momento ele acentua o modelo cultural estrutural do jogo na Hermeneutica filosofica, quer dizer "trata-se de algo, ainda que nao seja nada conceitual, que faça sentido ou intencional, senao a pura presciçao de movimento que se sustenta a si mesmo" (16). A partir de Verdade e Metodo de Gadamer, Rohden coloca o jogo como movimento antistrofico das tragedias gregas (20), pois segundo ele "com o modelo estrutural do ogo pressupoe-se outra concepçao de filosofia que a solipsista, acabado" (22). O jogo como método ajuda a ver com mais sensibilidade e clareza, de modo mais amplo e atento, portanto, de modo filosofico.

Essas analises levam Rohden a concluir que somente numa espécie de jogo metodologico se pode construir e saborear a busca da sabedoria, quer dizer, a vida é movimento e jogo, pode-se concluir que: "O autoritarismo não joga, impõe. Os sistemas absolutos não jogam, induzem a deduzem. O dogmatismo não joga, crê. O ceticismo não joga, silencia. Enfim, quem pensa que sabe, se cala e somente quem ainda não sabe o que é o bem, o que é belo, o que é verdade, propõe-se, sempre de novo, a jogar o jogo filosófico" (24). Somente nas incertezas e das nvidades do jogo se pode descortinar o gosto da Verdade.

A tolerancia religiosa

A  tolerȃncia religiosa




“Ninguém, por mais civilizado que seja, pode forçar um bárbaro ou ignorante a se submeter à sua pessoa... Tendo pois, de acordo com a lei divina e eterna, cada povo seu governador ou príncipe, não existem motivos para que um povo, sob pretexto de uma cultura superior, ataque outro e destrua reinos alheios” ( Bartolomé de las Casas). E muito menos menosprezado pela sua crença religiosa.

O método tolerável de anunciar o Evangelho, estava sujeito a um princípio jurídico ainda hoje presente no CDC que reza: “O que, porém, atinge individualmente a todos deve por todos ser aprovados” . A tolerȃncia ou método tolerável de propor a verdade evangélica depende estruturalmente dessa concepção da fé. Uma inteligência e uma vontade turbadas pela violência, vítimas da coação são incapazes de redundar numa adesão livre e pessoal como a que pressupõe a fé. Vontade e inteligência sob o império da coação são anuladas. A natureza humana, no que diz respeito aos seus elementos essenciais, não conhece diferenças; os homens, independentemente das circunstȃncias e dos ambientes em que são formados, são racionais. Seria inadmissível, contrário à perfeição perseguida pela natureza e pelo genial obrar de Deus, considerar que um povo inteiro pudesse vir a ser mentecapto (Bartolomé de las Casas). A fé não se opõe à natureza humana e não existe para aniquilá-la. Inclusive o modo de anunciá-la deve corresponder às potencialidades desta natureza. A fé deve ser o meio de encontro das pessoas com Deus e com o outro e nada de ser instrumento que escraviza, exclui e condena.

Tantas causas secretas se misturam à causa aparente, tantos moventes desconhecidos servem para perseguir um homem, que é impossível nos séculos sucessivos captar a raiz secreta das desgraças dos homens mais eminentes, e com maior razão aquela so suplício de um privado, que não poderia ser conhecido que daqueles do seu partido . A tolerȃncia como virtude das relações interpessoais chama em causa cada um de nós, singularmente tomado, você que me lê e eu que escrevo essas linhas. A fé deve ser legame, o que causa melhoria nas pessoas e nada de ser usada para perseguir, julgar e condenar. Todas as religioes sao culturais e inseridas no ambiente. Somente Deus salva, por que essa bestialidade de agredir e usar meios violentos para atacar a quem pertence a outra esfera religiosa? tolerar é acolher, é fazer do pilar da Palavra e da Caridade o modo mesmo de ser no mundo. Ninguém é bom cristao se antes nao for boa pessoa! Tolerar é amar, pois Deus é Deus de todos, Deus é um sò e somos seus filhos e filhas, independentemente das nossas crenças. 

Pra se pensar ....

Desespero anunciado

Desespero anunciado Para que essa agonia exorbitante? Parece que tudo vai se esvair O que se deve fazer? Viver recluso na pr...