Razão e Coração (Shirley Carvalho)



Outra vez lá vou eu
Derramar lágrimas de dor
Eu já sei vou sofrer
Outra vez por conta do amor
O que fazer se pra amar
Vive em mim esse coração
Que não quer nem saber
De ouvir a voz da razão
Outra noite sem sono
Sozinha no abandono
Vendo a luta de dois velhos rivais
Razão e coração brigando em meu peito
Por você, sem você dói demais
A razão me manda te esquecer
Pra não chorar e depois não sofrer
Coração insiste e não quer saber
Diz que ainda amo você
Que vou fazer?
Quem vou escutar?
Quem vai perder?
E quem vai ganhar?
São dois rivais
E uma decisão
Sim ou não
Razão e Coração
Outra noite sem sono
Sozinha no abandono
Vendo a luta de dois velhos rivais
Razão e coração brigando em meu peito
Por você, sem você dói demais
A razão me manda te esquecer
Pra não chorar e depois não sofrer
Coração insiste e não quer saber
Eu ainda amo você
Que vou fazer?
Quem vou escutar?
Quem vai perder?
E quem vai ganhar?
São dois rivais
E uma decisão
Sim ou não
Razão e Coração
Razão e Coração

A esperança é a última que morre


Acreditar que as coisas podem ser diferentes é fundamental para a manutenção da própria existência

por Eugênio Mussak | foto André Spinola e Castro

Creio que foi a cena mais impressionante que presenciei em toda minha vida. Eu era um estudante do curso de medicina e estava acompanhando a visita de um experiente professor à enfermaria de cirurgia cardíaca.No lugar estavam os pacientes em recuperação, após terem sido operados. Em geral, as visitas eram de aprendizado meio protocolar, pois víamos pacientes em estado de controle clínico.Mas naquele dia foi diferente.
Quando entramos, a enfermeira estava acionando o sinal de alarme,pois um paciente já operado havia sofrido uma parada cardíaca naquele instante. Foi uma coincidência que salvou uma vida.Mas não foi fácil, pois minutos preciosos já tinham sido perdidos. O médico iniciou o procedimento de ressuscitação, com três tipos de ações: massagem cardíaca, choque e injeção de drogas cardiotônicas. Só que nada funcionava.
Para tornar o trabalho mais eficiente, o médico colocou o homem no chão, pois na cama o molejo absorvia parte da massagem. Por mais de uma hora nos revezamos entre a massagem e a respiração boca-a-boca, até que o desânimo começou a tomar conta de todos. Foi quando o professor pediu uma tesoura. Diante de olhares atônitos, ele removeu os grampos que fechavam o corte no peito recém-operado, cortou os pontos e simplesmente tomou o órgão com a mão e iniciou uma tentativa desesperada: uma massagem cardíaca direta. E então, como um milagre, o coração começou a responder.
Depois, olhando para as caras assustadas dos estudantes, o professor disse algo como: “Às vezes o paciente parece que morre, mas a esperança não. Dessa forma conseguimos trazer a vida de volta”. Nunca mais esqueci, pois aprendi na prática. As coisas só acabam quando não há mais esperança, por isso dizemos que ela é a última que morre.
A esperança é um mal?
Os gregos da Antiguidade, que têm respostas para tudo a partir de sua mitologia, dizem que quem criou a humanidade foi o titã Prometeu. Além disso, ele fez mais duas coisas: roubou o fogo do Olimpo para ser usado pelos homens e prendeu em uma caixa todos os males, como a doença, a loucura, a guerra e a morte. E entre todos esses males, encolhida em um canto, estava a esperança.Zeus, bravo com o roubo do fogo, prendeu Prometeu e o condenou a um castigo perpétuo: acorrentou-o a uma rocha, para que seu fígado fosse comido por um abutre feroz durante o dia e se recuperasse durante a noite. Assim Prometeu pagaria durante toda a eternidade pela insolência de tentar comparar-se a um deus. E Zeus fez mais: criou uma belíssima mulher, a quem chamou de Pandora, e a mandou à Terra, onde acabou por casar-se com Epimeteu, irmão de Prometeu. Quando encontrou a caixa que aprisionava os males, Pandora a abriu, liberando-os todos, que passaram a afligir a humanidade. A partir de então, os humanos começaram a sofrer com sua condição de fracos, incompletos e mortais, que só conseguem continuar vivendo e povoando a terra porque da caixa também saiu a esperança, que passou a habitar entre eles.
Na Grécia, podemos encontrar a estátua dedicada à deusa Elpis – “esperança”, na língua de Homero. Seu mito é um dos mais repetidos até os dias de hoje, e também é um dos que suscitam dúvida. Afinal, se a esperança é uma coisa tão boa, o que estaria ela fazendo junto com os males humanos, dentro da mesma caixa?
A versão mais aceita para essa questão diz que os criadores dos mitos acreditavam que a esperança era filha da mentira e, por isso, considerada má. Segundo eles, a verdade jamais pode ser ignorada, por mais cruel que seja, e a esperança muitas vezes desvia a atenção dos homens, afastando-os da realidade, deixando-os ainda mais fracos.
A esperança é boa?
Essa é a questão mais dolorosamente aguda a respeito da esperança. Até quando devemos nutrir uma esperança sem que ela nos paralise e nos impeça de tomarmos outro caminho? Será que a esperança só é boa quando é baseada em probabilidades concretas? Ou ela é boa em si mesma, por manter a vida ao assumir a forma de uma tocha que nos permite encontrar algum caminho antes de se apagar? Há defensores para ambas as alternativas.A doutrina cristã, por exemplo, relaciona a esperança à fé e à caridade, para criar as três principais virtudes teologais, ou seja, aquelas que, por terem origem divina, não carecem de entendimento lógico. De acordo com essa idéia, temos fé, acalentamos esperança e praticamos caridade pelos atos em si mesmos. Se tentarmos entender a nossa fé e justificar nossa caridade, estaremos tentando racionalizar o que não precisa de razão para existir. E o mesmo aconteceria com a esperança.
Dessa forma, a esperança é parte do ser humano, como são os seus cinco sentidos, e só percebemos que a possuímos quando, por algum motivo a perdemos. Temos esperança de a vida melhorar, de arrumar um emprego, de a doença sarar, e nos apegamos a ela para tolerar a dureza do cotidiano, a falta do emprego, a saúde abalada. A esperança é o ungüento que, se não cura a inflamação, pelo menos diminui a dor.
Mas é claro que há outros pontos de vista. Nietzsche é um dos que pensam diferente. Em seu livroHumano, Demasiado Humano, ele afirma que a esperança é o pior dos males, pois ela se refere à expectativa de um futuro incerto, e por isso é enganosa. O filósofo interpreta que foi o próprio Zeus que ordenou que ela permanecesse entre os seres humanos apenas para prolongar seu tormento.“ Atinge-se a verdade”– disse o cáustico filósofo alemão –, “através da descrença e do ceticismo, e não do desejo infantil de que algo aconteça de certa forma.”
Acontece que a esperança é uma qualidade demasiadamente humana, e imensamente necessária à própria manutenção da existência. Entretanto, cumpre melhor seu papel ao se ancorar na realidade. Quando a esperança de sarar de uma doença é prescrita com a caneta da medicina, reforça nosso ânimo sobre a própria esperança. Mas, quando quem a propõe é o misticismo ou a superstição, pode morrer a esperança – e o paciente.

LA FAMIGLIA DI NAZARETH

INCONTRO DEL 15 OTTOBRE 2011




“Il segreto di Nazareth”, questo è stato il tema del nostro incontro che si è svolto nel mese di ottobre.

Ma che cos’è il mistero di Nazareth? Cosa ci vuole indicare? Qualcuno ha scritto saggiamente che “Il mistero di Nazareth ci dice in modo semplice che Gesù, Parola che viene dall’alto, il Figlio del Padre, si fa bambino, assume la nostra umanità, cresce come ragazzo in una famiglia, vive l’esperienza della religiosità e della legge, la vita quotidiana scandita dai giorni di lavoro e dal riposo del sabato, il calendario delle feste”. Come ogni uomo che viene al mondo anche Gesù domanda di essere accolto da una famiglia, accolto dai suoi, accolto da tutti noi.

In sostanza Nazareth è il luogo della memoria di Gesù. Lì si è immerso nella nostra umanità dove si è fatto uomo, facendo sua l’esperienza di amicizia e conflittualità, salute e malattia, gioia e dolore. Esperienza preziosa, che si è poi trasformata nel linguaggio che Cristo ha utilizzato per dire la Parola di Dio. Da dove verrebbero, se non dalla famiglia e dall’ambiente di quel piccolo villaggio, le parole di Gesù: il contadino che semina, la donna che impasta la farina, il pastore che ha perso la pecora, il padre con i suoi due figli. Dove ha imparato Gesù la sua sorprendente capacità di raccontare, immaginare, paragonare, pregare nella e con la vita?

Anche noi diventiamo ciò che abbiamo ricevuto. Per essere più chiari: l’avventura della vita umana inizia da ciò che abbiamo ricevuto. E’ la famiglia che forgia – nel bene come nel male – la nostra umanità.

Il rischio maggiore oggi è rappresentato dal fatto che i nostri figli possano crescere privi (e privati) di una loro memoria. La tecnologia a disposizione ha permesso loro di fruire di un orizzonte molto più ampio rispetto alle generazioni che li hanno preceduti. Un orizzonte del presente che rischia di assorbirli totalmente, impedendo loro di costruirsi una loro memoria.

Qualcuno ha definito le vite dei giovani come dei sentieri d’acqua e ha parlato di “tempo punteggiato” che fatica a collegare i vari istanti che dovrebbero formare la loro storia.

Coltivare la memoria appare necessario a fornire una propria identità, quale base di partenza per il progetto del futuro di ognuno di noi. Allo stesso modo anche la fede è la “memoria di un dono di salvezza ricevuto che trova nel presente il luogo della sua celebrazione”.

Sulla scorta di un simile quadro, si è tentato di contestualizzare la nostra realtà quotidiana, chiedendoci se anche le nostre famiglie possano rappresentare dei “luoghi di memoria”. Dal confronto che ne è emerso sono state affrontate interessanti tematiche, attinenti alla quotidianità familiare. Il tempo da dedicare alla famiglia, ad esempio, contrapposto alle numerose difficoltà a ritagliare spazi sufficienti ed idonei a causa delle forti limitazioni imposte dai ritmi (a volte pesanti) della vita d’ogni giorno. Le difficoltà culturali, sociali incontrate nel vivere la nostra fede come coppia e come educatori primi dei nostri figli, spesso in contrapposizione agli innumerevoli stimoli che ci giungono dall’esterno e ad un relativismo dilagante che stravolge il concetto di libertà. Come ebbe a ricordare il beato Giovanni Paolo II, la nostra storia si trova necessariamente implicata in un “… combattimento fra libertà che si oppongono fra loro, cioè, secondo la nota espressione di san Agostino, un conflitto, fra due amori: l'amore di Dio spinto fino al disprezzo di sé, e l'amore di sé spinto fino al disprezzo di Dio” (Familiaris Consortio n. 6).

Da tutto ciò ne consegue l’impegno, urgente, a ritrovare la rotta giusta, a seguire la via maestra, che ci aiuti ad affrontare gli ostacoli sul nostro cammino di sposi e genitori. Quel “combattimento” ci assorbe le energie, ci indebolisce, spesso ci fa sentire inadeguati, rischia di farci scendere a compromessi. Tutto ciò è umano, è comprensibile. E forse è proprio in questi momenti che occorre tornare – noi come i nostri figli – ai “luoghi di memoria”, alle nostre famiglie, alla nostra comunità (nella sua accezione di “famiglia di famiglie”), quale approdo sicuro dove poter attingere di nuovo alla linfa dell’amore di Dio.

E poi via, di nuovo.



Le Mystère des Saints Innocents.


Le mystère des Saints Innocents


Fragment


Pour moi, dit Dieu, je ne connais rien d’aussi beau dans tout le monde
Qu’un gamin d’enfant qui cause avec le bon Dieu
Dans le fond d’un jardin ;
Et qui fait les demandes et les réponses (c’est plus sûr) ;
Un petit homme qui raconte ses peines au bon Dieu le plus sérieusement du monde,
Et qui se fait lui-même les consolations du bon Dieu.
Or, je vous le dis, ces consolations qu’il se fait,
Elles viennent directement et proprement de moi.

Je ne connais rien d’aussi beau dans tout le monde, dit Dieu,
Qu’un joli petit joufflu d’enfant, hardi comme un page,
Timide comme un ange,
Qui dit vingt bonjour, vingt fois bonsoir, en sautant
Et en riant et en se jouant.
Une fois ne lui suffit pas. Il s’en faut. Il n’y a pas de danger.
Il leur en faut, de dire bonjour et bonsoir. Ils n’en ont jamais assez.
C’est que pour eux la vingtième fois est comme la première. Ils comptent comme moi.
C’est ainsi que je compte les heures
Et c’est pour cela que toute l’éternité et que tout le temps
Est comme un instant dans le creux de ma main.

Vous autres hommes (dit Dieu) essayez donc seulement de faire un mot d’enfant,
Vous savez bien que vous ne pouvez pas.
Et non seulement vous ne pouvez pas en faire,
Pas même un seul, mais quand on vous en fait
Vous ne pouvez pas même les retenir. Quand un mot d’enfant éclate parmi vous,
Vous vous récriez, vous éclatez vous-même d’une admiration
Sincère et profonde et qui vous rachèterait et à laquelle je rends justice.
Et vous dites, de partout vous dites,
Vous dites des yeux, vous dites de la voix,
Vous riez, vous dites en vous-mêmes et vous dites tout haut à table :
Il est bon, celui-là, je le retiens. Et vous jurez
D’en faire part à vos amis, de le dire à tout le monde...
Vous croyez que vous allez facilement le rapporter.
Mais quand vous allez tout flambants pour le rapporter,
Vous vous apercevez que vous ne le savez plus.
Et non seulement cela, mais que vous ne pouvez plus le retrouver. Il s’est évanoui de votre mémoire.
C’est une eau trop pure qui a fui de votre sale mémoire, de votre mémoire souillée,
Qui a voulu fuir, qui n’a pas voulu y rester...
Et vous le sentez bien, que c’est ainsi, que c’est juste, et que rien n’y reviendra, et que rien n’y fera plus.
Et que c’est votre ancienne âme,
Ô hommes,
Qui a passé.
Hommes malins, alors vous ne faites plus le malin.
Hommes savants, alors vous ne faites plus le savant.
Hommes qui avez été à l’école, alors vous ne savez plus rien,
Et vous n’avez plus qu’à courber le front
(C’est d’ailleurs ce que vous faites, il faut vous rendre cette justice.)
Quand un mot d’enfant passe dans le cercle de famille ;
Quand un mot d’enfant
Tombe
Dans le fatras quotidien,
Dans le bruit quotidien,
Dans le soudain silence,
Dans le recueillement soudain
De la table de famille.
Ô hommes et femmes assis à cette table, soudain courbant le front vous écoutez passer
Votre ancienne âme,
Quand un mot d’enfant tombe
Comme un sourire, comme un rire,
Comme une larme dans un lac.

Ô hommes et femmes assis à cette table, soudain courbant le front, l’oeil fixe, et les doigts immobiles et arrêtés et légèrement tremblants sur le morceau de pain,
Les doigts agités d’un léger tremblement, la respiration arrêtée,
Vous écoutez passer
Votre ancienne âme.
Or cela, ce que mon fils a dit une fois, sinite parvulos venire ad me – laissez les petits venir à moi – je le redis, on me le fait redire toutes les fois (quel engagement !)
Et mon fils l’avait dit de quelques enfants qui jouaient et qui, aussitôt bénis, le quittèrent pour retourner jouer.
Mais moi je le dis, on me le fait dire à chaque enfant qui ne retournera plus jouer,

Sinon dans mon paradis.
Or cela (quel engagement !) je le redis à cet office des morts, à qui tout vient aboutir,
Auquel tout s’achemine. Office des morts pour l’enterrement d’un enfant. Le célébrant se revêt d’un surplis et d’une étole blanche.
Et comme le jour du baptême il est allé chercher l’enfant jusqu’au seuil de l’église,
Qui est le seuil de ma maison.
Et aussi le seuil de la maison de son Père,
Ainsi le jour de cet enterrement il va chercher l’enfant dans la paroisse jusqu’à la maison de son père.
Jusqu’au seuil de la maison de son père.
Et la croix même marche portée au devant de cet enfant qui est mort dans la paroisse.
Et quand le cortège revient vers l’église
La croix marche portée devant.
La croix et le prêtre, et le répondant et les enfants de choeur marchent en avant
Et par la grande rue du village, tout le village,
Toute la paroisse suit derrière,
Les hommes et les femmes et les enfants.
Et les femmes pleurent. Et tout est blanc.
Et le célébrant chante
Le vieux psaume du roi David,
Beati immaculati in via,
Heureux les sans tache dans la voie.


Charles PÉGUY, Le Mystère des Saints Innocents.


poesia de DAVIDE RONDONI


Guarda quei due, ai lati
del tavolo, in mezzo la cena
terminata. La storia
del mondo è un bambino
al centro
in silenzio che li osserva.
Sono buoi d’umanità, tirare
avanti fin che si è potuto, e ora
com’è grave la sera, lievemente
nebbiosa, come si perdono in un tunnel
le parole e una bava
d’amore
orla le loro
labbra, un’aureola stanca
è la loro faccia.

Lo Spirito Santo, anima della Chiesa

«E in realtà noi tutti siamo stati battezzati in un solo Spirito per formare un solo corpo; e


tutti ci siamo abbeverati a un solo Spirito» (1 Cor 12,13).

Ma facciamoci insieme una domanda: Gesu’ come guarda la sua Chiesa ? San Paolo, che e’ un fedele interprete di Cristo (lo ha incontrato, ne e’ stato afferrato, si e’ trovato a perseguitare la Chiesa e a …sentirsi dire che perseguitava lui, Gesu’ !) dice che Gesu’ guarda la Chiesa come una SPOSA, come la SUA SPOSA, che ha amato, dando “se stesso per lei, per renderla santa, purificandola per mezzo del lavacro dell’acqua accompagnato dalla parola, al fine di farsi comparire davati la sua Chiesa tutta gloriosa, senza macchia ne’ ruga (altro che crème di bellezza o lifting !), ne’ alcunche’ di simile, ma santa e immacolata … “ Egli “la nutre e la cura … perche’ noi ( la Chiesa) siamo membra del suo corpo”.

E mi commuove che in questo ci sia tanta vera tenerezza. Paolo infatti pensa ai mariti e alle moglie della sua comunita’ di Efeso, guard ail loro amore concreto e spontaneamente pensa all’amore di Cristo per la Chiesa e trova in questo il modello piu’ alto dell’amore sponsale.

Allora oggi il nostro desiderio e’ quello di conoscerla insieme questa “Sposa di Cristo”, che e’ “sposa” in tutta la ricchezza del suo essere e del suo agire.

“ La Pentecoste” è il punto di partenza della missione della Chiesa”. E’ spontaneo, parlando della Spirito Santo e della Chiesa pensare a quell’evento. Sono certo che tutti lo conoscete. Avete fatto la Cresima, e certo avete parlato di quell’evento: ricordate il racconto di Luca negli Atti degli Apostoli (Atti 2, 2: “Venne all’improvviso dal cielo un rombo, come di vento che si abate gagliardo, e RIEMPI’ TUTTA LA CASA dove si trovavano. Apparvero loro lingue come di fuoco, che si dividevano e si posarono su ciascuno di loro; ed essi furono tutti pieni di Spirito Santo, e cominciarono a parlare in altre lingue, come lo Spirito Santo dava loro il potere di esprimersi”).

Ma quell’evento ha delle “radici” che ce lo fanno meglio capire. Vi propongo altri tre episodi raccontati dai Vangeli.

- Il primo: Gesu’ e’ raccolto nel Cenacolo la sera del giovedi santo con gli Apostoli. E’ un momento

triste per loro, perche’ Gesu’ parla del distacco. Tuttavia Gesu’ stesso li sorprende, dicende che “ e’

bene che egli se ne vada, perche’ “se non me ne vado non verra’ a voi Paraclito”, che rimarra’ sempre con loro, lo Spirito di verita’ che li guidera’ alla verita’ tutta intera, ricordera’ loro tutto quello che egli ha detto, anche quello che in quel momento non potevano capire. Non solo, ma “ Egli mi glorifichera’, perche’ prendera’ del mio e ve lo annuncera’> Tutto quello che il Padre possiede e’ mio, per questo vi ho detto che prendera’ del mio ,,,”. Ecco la promessa di una presenza continua, una vicinanza personale (Paraclito) che rende presente continuamente Gesu’ a loro, che “riempie cosi’ tutta la casa”, che opera, muove.

Ma Gesu’ dice anche da dove viene lo Spirito Santo: dalla profondita’ del mistero di Dio, della sua vita (vita della Trinita’). Egli e’ soffio di amore che corre tra il Padre e il Figlio, abbranncio di amore tra loro. Soffio ( vento impetuoso) che investe la Chiesa come fuoco, abbraccio (i Tre sono Uno) che si allarga agli uomini raccogliendoli nella Chiesa, unendoli come principio di unita’, Egli e’ “comunione”. “ L’ efficacia della missione presuppone che le comunita’ siano unite, abbiano cioe’ un cuor solo e un’anima sola. La missione della Chiesa e’ testimonianza e irradiazione. Cosi’ avveniva all’inizio del cristianesimo, quando i pagani, scrive Tertulliano, si convertivano vedendo l’amore che regnava tra i cristiani: “ Vedi – dicono – come si amino tra loro” (Messaggio GMG 4)

Cosi’ la Chiesa che riceve lo Spirito e’ legata al mistero di Dio.

- Il secondo episodio: Gesu’ al Giordano, si presenta tra i peccatori riceve il battesimo di Giovanni “e uscendo dall’acqua, vide aprirsi I cieli e lo Spirito discendere su di lui, come una colomba. E senti’ una voce dal cielo: Tu sei il mio Figlio prediletto, in te mi sono compiaciuto” (Mc. 1). E nella sinagoga di Cafarnao ( Lc. 4) Gesu’ affermera’, leggendo il libro del profeta Isaia, “Lo Spirito del Signore e’ su di me, mi ha mandato a recare il lieto annunzio ai poveri … Aggiungendo Oggi si e’ ademiputa questa Scrittura”. Lo Spirto Santo e’ lo Spirito di Gesu’, lo riempie, da Lui scende sulla Chiesa. “ Gesu’ e’ lo Spirito” . Occorre “ rimanere il lui”: questa e’ possible per l’opera dello Spirito. Egli e’ il Capo della Chiesa , che e’ il suo Corpo, come dira’ S. Paolo nella lettera ai Colossesi (1, 18) ( Il Cristo totale), il Cristo oggi presente nel mondo. La Chiesa come Cristo e’ visibile e spirituale ( non solo visibile, non solo spirituale). E’ dunque possible dire “ Cristo si’, la Chiesa no” ? Ma senza la Chiesa come posso incontrare davvero Gesu’, non nel ricordo, non nell’invenzione, non “come mi piace”, neppure come un sapiente che dice cose interessante, ma propio Lui, al vivo, che opera ? Come arriva a me Gesu’, con certezza?



- Il terzo episodio ci riporta a Nazareth. Una ragazza, vergine sposa di un uomo di nome Giuseppe,

viene salutata dall’angelo Gabriele. Si chiama Maria. L’Angelo la annunzia: “ Ecco concepirai un figlio, lo darai alla luce e lo chiamerai Gesu’ ….” Allora Maria “ Come e’ possible? …. Lo Spirito Santo scendera’ su di te, su te stendera’ la sua ombra la potenza dell’ Altissimo. Colui che nascera’ sara’ dunque santao e chiamato figlio di Dio …” E’ la risposta.. E il Verbo si fa carne. Inizia cosi’ l’avventura della fede in Gesu’, dei discepoli, di tutti i discepoli. Maria e’ la prima discepola, in Lei si ritrova come nascosta la Chiesa dei discepoli di Gesu’. Maria sara’ nel cenacolo con gli Apostoli, il giorno della Pentecoste… Lo Spirito Santo continuera’ a formare Gesu’ nella Chiesa, come in Maria, fara’ della Chiesa il grembo della generazione di Cristo nei discepoli ( “chi e’ mia madre e chi sono i miei fratelli ? Poi stendendo al mano verso I suoi discepoli disse “ Ecco mia madre ed ecco I miei fratelli; perche’ chiunque fa la volonta’ del Padre mio che e’ nei cieli, questi e’ per me fratello, sorella e madre” ( Mt. 12, 48-50).

La Chiesa Sposa ( Gv 2 “ a Cana” - Ef 5,25). Perche’ abbiamo fatto questo cammino ? Ci e’ stato difficile ? Solo dalla Parola di Dio possimao avere lo sguardo per conoscere la Chiesa nella sua verita’ e scoprire come in essa opera lo Spirito Santo, nel suo essere. Scrive un grande teologo che ha guardato con amore la Chiesa e ha desiderato farla conoscere nella sua verita’ “ La Chiesa non e’ una realta’ di questo mondo, che si presti a tutte le misurazioni e a tutte le analisi. Essa e’ un mistero di fede” (H. De Lubac – Meditations sur l’Eglise). E’ mistero, cioe’ e’ opera di Dio e Dio vi opera continuamente con il suo Spirito “ Dove si trova la Chiesa, ivi e’ lo Spirito di Dio e dove si trova lo Spirito di Dio, ivi e’ la Chiesa e ogni grazia: e’ lo Spirito di verita’” ( S. Ireneo) “ Se lo Spirito non si trovasse in essa, la Chiesa non sussisterebbe: ma se la Chiesa sussiste, e’ manifesto che in essa si trova lo Spirito” ( S. Giovanni Crisostomo).

San Luca negli Atti degli Apostoli ci presenta la vita della Chiesa all’ origine ( cioe’ agli inizi cronologici e allo stesso tempo nella sua realta’ piu’ intima, e quindi modello per tutti i tempi). Chi sno i protagonisti della vita della Chiesa che cresce ? Gli Apostoli, certo, specie Pietro e Paolo, gli

evangelizzatori e I martiri ( Stefano), la Comunita’ raccolta, ma tutti guidati dallo Spirito Santo a volte si manifesta in modo esplicito e forte ( Cornelio, Filippo, Samaria). Il protagonista e’ lo Spirito Santo in loro, nella vita della Chiesa. Lo Spirito Santo abita la Chiesa come un tempio, e’ l’Ospite che la Chiesa ha la missione di ricevere, regge la Chiesa secondo una speciale provvidenza, la muove, la guida sulla terra per la trasformazione d’amore operata dalla Carita’ ( cf Ch. Journet).

“ Abbiamo deciso, lo Spirito Santo e noi, ….” (Atti 15, 28): una autorita’ che viene da Gesu’ (mandati da Gesu’ come egli e’ stato mandato – Chi ascolta voi ascolta me …). Parola accolta non come parola di uomini, ma come essa e’, Parola di Dio. Spirito Santificatore: lo Spirito ha il compito di “santificare la Chiesa, plasmandola continuamente secondo il Cristo e fa si che i credenti abbiano accesso al Padre in Gesu’. La santificazione attraverso I Sacramenti, la Liturgia, la preghiera (“Lo Spirito stesso attesta al nostro spirito che siamo figli di Dio. Rom. 8). Eucaristia: invocazione dello Spirito santificatore . “ La fecondita’ apostolica e missionaria non e’ principalmente il risultato di programme e metodi pastorali sapientemente elaborati ed efficienti, ma e’ frutto dell’incessante preghiera comunitaria” (Messaggio GMG 4). La vita secondo lo Spirito segna la Chiesa.

Lo Spirito Santo diffonde i suoi doni e ministeri: “ “E a ciascuno e’ data la manifestazione particolare dello Spirito per l’utilita’ comune …” ( 1 Cor 12, 7). La Comunita’ cristiana e’ animata dallo Spirito Santo. La Chiesa e’ una: unita’, comunione. La Chiesa e’ cattolica: Pentecoste La Chiesa e’ apostolica. La Chiesa e’ santa: opera di santificazione, “i santi” ( = i cristiani), i Santi riconosciuti. Ma Chiesa e la storia: (Chiesa visibile e spirituale, unita’ inscindibile). Il cammino della Chiesa nel mondo, ha plasmato l’umanita’ credente, radice di civilta’ in varie culture. La Chiesa e il dialogo con il mando. La fragilita’, debolezze, infedelta’. Come vogliono farci vedere la Chiesa. La ultime parole della Sacra Scrittura: “ Lo Spirito e la Sposa dicono: vieni”. Una attesa viva ed operosa. Il gusto dell’incontro e della vita che non tramonta: concittadini dei Santi e familiari di Dio. “ Si alla vita” che Dio vuole per ogni sua creatura. (cf Messaggio GMG 4).

P. JORGE RIBEIRO





Pra se pensar ....

Desespero anunciado

Desespero anunciado Para que essa agonia exorbitante? Parece que tudo vai se esvair O que se deve fazer? Viver recluso na pr...