Montaigne e a arte de viver


Montaigne. L’arte di vivere di Sarah Bakewell

mag 25, 2011 by admin
Montaigne. L’arte di vivere di Sarah Bakewell
Traduzione di Thomas Fazi
Eccentrico, pigro, contraddittorio, smemorato, Montaigne è il filosofo che infranse un tabù e parlò di sé in pubblico. Dopo oltre quattrocento anni, i lettori continuano a tornare da lui in cerca di compagnia, saggezza, intrattenimento – e di se stessi.
Nella sua avversione per la crudeltà, e in generale per qualunque ambizione sovrumana, Montaigne ci esorta a salvaguardare la nostra umanità nelle epoche buie: rappresenta una mai spenta vocazione alla libertà e un antidoto contro ogni forma di esaltazione.
È una fonte preziosa di piccoli consigli: leggere molto, mantenendo però la mente sgombra; essere conviviali, riservandoci però un “retrobottega” tutto nostro; guardare il mondo da angolazioni diverse, evitando così di irrigidirsi nelle proprie convinzioni.
Non trovò mai una risposta definitiva, ma non smise di porsi la domanda: Come vivere? Ossia: Come relazionarsi agli altri? Come affrontare la violenza? Come superare la paura della morte? Come rassegnarsi alla perdita di qualcuno che amiamo?
Attraverso Sarah Bakewell, Montaigne ci ammaestra nell’arte più ardua di tutte: vivere bene quest’unica vita.
Rifiutandosi di lasciarlo confinato nel suo tempo, Bakewell inaugura un nuovo modo di scrivere biografie e ci mostra che capire Montaigne è un po’ come capire noi stessi.
«Questo è un libro superbo, originale, avvincente, accurato, ambizioso e intelligente. Sarei sorpreso se mi capitasse di leggere un libro più ricco di questo nei prossimi dodici mesi».
Nick Hornby
Vincitore del National Book Critics Circle Award 2010 per la migliore biografia.
Vincitore del Duff Cooper Prize 2010 in Inghilterra.
Finalista al Costa Biography Award 2010.
Eletto tra i migliori 10 libri dell’anno dal Library Journal
Sarah Bakewell
Autrice di due biografie, The Smart (2001) e The English Dane (2005), insegna scrittura creativa alla City University di Londra.

A pintura de si

Eu sou eu e minhas circunstancias, eu sou o destino e o objeto do meu livro, em minhas paginas desenho a mim mesmo; essas e outras revelaçoes de alguns filosofos, que a primeira vista parece ser a demonstraçao desvelada de egoismo, é a mais pura manifestaçao da filosofia do eu, que por meio de um desconcertante pluralismo  e por meio de um vocabulario altamente personalizado, esses estudiosos buscam expressar em primeira pessoa o que seria a vontade contida de todas as pessoas, dado que tudo aquilo que fazemos é para confirmar ou desenhar aquilo que queremos ser.
Ao pintar seus retratos em primeiro plano, ou seja, desmistificar-se e demonstrar-se assim como sao, esses pensadores evitam os maus-entendidos e prejuizos, mas também podem liberar uma imagem distorcida de si mesmos; alguns revelam os proprios defeitos e limites, a ponto de provocarem irritaçao e desdem, outros se embriagam consigo mesmos e acabam por se elevarem quase a razao do existente; entretanto, com a descoberta do sujeito pensante e sensivel e da sua intersubjetividade, nao se pode fazer menos que refletir sobre o homem e o seu destino, a sua funçao no mundo e a possibilidade de um futuro.
Esse auto-retrato filosofico especifica que em genero universal, particularizado ou em primeira pessoa, o homem é e sempre foi, o objeto da reflexao, ainda que essa tenha se orientado por outras vertentes e que nao haja a coragem ou o cinismo de colocar-se como a proposta do estudo e o porque da pintura. Tudo que se escreve ou que se desenha parte sempre da visao de alguém, e por que nao descrever ou pintar esses mesmos sujeitos em seu ato de perceber?

Em viagem

A vida é movimento e pelegrinaçao, quando se decide de viver intensamente nao se pode estar parado.... caminhamos rumo à eternidade...

Filosofia moderna


A Filosofia Moderna pode ser caracterizada pelo seu rompimento com a tradição anterior: ruptura religiosa que se inicia com LUTERO (livre exame da Bíblia e independência de qualquer autoridade) e ruptura filosófica que começa de forma mais radical com DESCARTES (pretensão de reconstruir tudo a partir de alicerces novos).
O humanismo renascentista, em que se rejeitam os valores medievais de uma sociedade teocêntrica, na busca da liberdade e independência que caracterizarão o novo firmamento cultural de uma sociedade antropocêntrica, desembocará no iluminismo revolucionário, que porá fim à Idade Moderna, sem, no entanto, diferenciar-se de seus pressupostos ideológicos.
O que se verifica a partir da Filosofia Moderna é uma desagregação do pensamento (rompimento do todo harmônico que constituíam a Filosofia e suas partes {Metafísica, Ética, Psicologia, Cosmologia, Lógica} com as ciências particulares {Política, Sociologia, Física, Biologia, Direito, etc.}, cuja raiz está precisamente na nova postura adotada diante do real: imanetismo que começa com o racionalismo de Descartes, passando por Espinosa e Kant, até desembocar no idealismo absoluto de Hegel. É a filosofia em que a elucubração mental passa a ser o real. E o mundo exterior um mero reflexo do pensamento humano. Trata-se da mais radical independência: a independência da realidade.

Os objetos da filosofia são três: o homem, o mundo e Deus (como sujeito, natureza e Absoluto). Entretanto, na filosofia moderna todos os três objetos sejam operados como pontos de partida da reflexão filosófica. Daí surgiram as diversas escolas e correntes do pensamento moderno.

1)Mundo-2)Eu-3)Deus: filosofia clássica (Tomás de Aquino)
1)Eu-2)Deus-3)Mundo: filosofia racionalista e empirista
1)Deus-2)Eu-3)Mundo: Espinosa e o idealismo de Fiche, Schelling e Hegel. Dizia de fato Espinosa: «Os escolásticos começaram filosofar das coisas; Descartes do eu; eu, porém, ao invés, de Deus».

Pra se pensar ....

Desespero anunciado

Desespero anunciado Para que essa agonia exorbitante? Parece que tudo vai se esvair O que se deve fazer? Viver recluso na pr...