Pra que esporte?

Fazer exercícios para que? Quais os benefícios do esporte?



A pessoa deve ser vista na sua totalidade, nem detrimento do corpo e nem da parte incorpórea. A integridade acontece num equilíbrio entre mente e corpo. Assim bons hábitos de leitura, oração, higiene e esporte ajudam a pessoa a sua identidade de modo integral e integrador. O esporte ajuda e muito nessa integração e bem-estar da pessoa, consigo mesma e com os outros. Mas mesmo assim muitos se perguntam: para que fazer esporte? Para que perder tempo com isso? Poderia dormir mais ou ocupar o tempo com outras coisas? Eu faço esporte porque me sinto bem me exercitando fisicamente, assim como faço mentalmente. Eu faço esporte para me sentir ainda mais vivo, a letargia  é um processo de mortificação. A vida é movimento e estar parado significa renunciar o teor da própria existência.
Além do mais:
O esporte agrega trabalho, valor e lazer. Quase sinônimo de qualidade de vida.
Melhorar a autoestima, causa bem-estar. Além do corpo melhor apresentável.
Combate a indisposição, queima as gorduras indesejadas. Recarrega o fôlego.
Aumenta o convívio social e a circulação sanguínea. Joga fora vãs preocupações.
Combate a insônia, sono de maior qualidade. Ajuda no relaxamento.
Melhora a memória, libera energias e retarda as demências. Aumenta a oxigenação do cérebro. Estimula as atividades cognitivas. Pensa mais rápido e com mais reflexos.
Ajuda superar a depressão, diminui a ansiedade.
Estimula a formação de massa óssea. Condiciona a postura.
Melhora até o humour. Sedentarismo representa risco para a saúde.
Esporte praticado com segurança e segundo a própria condição, não somente ajuda a prevenir doenças, mas ajuda ter uma qualidade de vida melhor na sua totalidade.

Eu me sinto bem e, sobretudo, com maior disposição para enfrentar a maratona de todos os dias. Depois no esporte tem-se um contato consigo mesmo, e como o conhecimento de si é o princípio de todo conhecimento que se pretenda ter validade e autenticidade, aí vamos nós!

Queria simplesmente viver

Queria simplesmente viver!




Queria simplesmente viver.  Sem essas complicações e implicações. Queria simplesmente existir sem ter de dar satisfação e justificativas. Queria simplesmente ser eu. Queria simplesmente viver sem esse negócio de se adequar às normativas de uma sociedade. Sem essa coisa de seguir os passos dos outros. Não é que eu seja anárquico ou subversivo, apenas me revolto contra essas convenções que me impedem de ser livre. Ainda que eu acate as normas e mandamentos com generosidade, ainda que busque corresponder às exigências debeladas a partir de minhas escolhas, sempre vou sentir essa amarras que parecem me matar a cada respiro. Consigo até ser espontâneo, natural direi, suprir as carências e corresponder aos apelos e me submeter à ordem geral, mas dias cinzentos e pesados me lembram que quanto estou me afastando de mim enquanto estou pintando o retrato que querem ver. Queria simplesmente dizer não e sim, sem ter de ser perseguido ou castigado porque quis ser eu. Queria poder seguir o caminho que vejo a frente, ainda que não levasse a nenhum lugar, pois acho que o importante é andar. Queria simplesmente não ter que me matar a cada dia para garantir um futuro que nem sei se existe. Queria simplesmente voltar quando não quisesse mais andar, sem represálias ou punições. Queria simplesmente viver, sem esse terrorismo de atingir metas, de fazer algo que seja para aprovação de quem não se importa comigo. Queria simplesmente viver sem ter que esconder os sofrimentos e mascarar as marcas da dor. Queria simplesmente viver a gratuidade do amor sem pedir nada em câmbio, sem essa mania autodestrutiva. Queria simplesmente caminhar sem medo de interromper o percurso por algo ou alguém que ainda não compreendeu o seu destino. Queria simplesmente ter a paciência de ser que cada momento exige, sem a correria de dar resultados.  Queria simplesmente não ter que beber o cálice amargo da injúria. Queria simplesmente não ter que correr pela busca do oco e vazio mundo da matéria. Queria simplesmente viver e não pagar para sobreviver. Queria simplesmente viver!

Não tem lugar pra você

Não tem lugar pra você



Não tem lugar pra você, já está tudo ocupado. Não tem lugar pra você, o seu dinheiro não é suficiente. Não tem lugar pra você, aqui temos outra raça, outros costumes e outra cultura. Não tem lugar pra você, pois pertence a uma outra religião. Não tem lugar pra você, aqui tem certos requisitos que você não preenche, não tem lugar pra você, dado que você não corresponde ao que se almeja aqui. Não tem lugar pra quem não disponibiliza do tempo ou da qualidade. Não tem lugar!
Não tem lugar para quem se obstina em pensar diferente. Não tem lugar para quem não faz o jogo da maioria. Não tem lugar para quem se ousa desafiar as autoridades, ainda que sejam injustas. Não tem lugar para quem quer ser independente, num mundo que as diversas ditaduras determinam os padrões. Não tem lugar para quem não se acostuma com os hábitos cristalizados duma sociedade hipócrita e que já perdeu a sua identidade. Não tem lugar para quem se pretenda viver sem dar muitas satisfações aos legalismos e para quem não se importe com as opiniões. Não tem lugar!
Não tem lugar pra você, o mundo é de quem tem mais, de quem aparece mais, de quem engana mais,  de quem ostenta mais, de quem leva mais vantagem. Não tem lugar para você se quer ser honesto e justo. Não tem lugar pra você para viver e construir uma civilização da paz e do amor. Não tem lugar pra você que acredita no bem e busca coloca-lo em prática. Não tem lugar pra você ser você sem as exigências que os outros lhe fazem. Não tem lugar para Deus num exacerbado consumismo,  egoísmo e materialismo. Não tem lugar para a serenidade numa frenética e desarticulada mania de ativismo. Não tem lugar para a filosofia num tempo de imediatismo e banalização,  onde a reflexão é artigo de estranhos. Não tem espaço para o acolhimento e o aconchego onde o pragmatismo e o interesse se tornam os maiores valores. Não tem lugar pra você, porque a pessoa já foi abolida em nome da tecnologia e da modernidade. Não tem lugar! (www.pjribeiro.blogspot.com); é preciso ser você mesmo o seu lugar, sem se fechar, mas viver os momentos como eternidade do seu ser (jorgeribeiroribeiro@gmail.com) ; Não tem lugar pra você se não cede à opressão do relativismo subjacente dos dias atuais. Não tem lugar para o silêncio e a contemplação quando o barulho e o frenesi permeiam os relacionamentos e convivências. Caso você queira tomar consciência da própria identidade, não tem lugar pra você!


O remorso

O remorso



Esse misto de tristeza e culpa, “o remorso é a única dor da alma, que nem a reflexão nem o tempo atenuam” (Madame de Staël), ele é o sentimento que estratifica os desejos sinceros e abotoa para dentro a amargura unilateral que cada um carrega no seu bojo. Descuido ou indiferença, não importam os motivos, o remorso se apresenta como autenticação de passos mal dados, como atestado de um compromisso vivido unilateralmente. O remorso afeta a consciência de quem se dá conta que o desvario provoca feridas que talvez nunca sejam cicatrizadas. O remorso é de quem assume a própria incompetência diante de algo ou alguém que desleixou. Por isso, o remorso paralisa, enfraquece e causa náusea. Ele é o castigo que cada um mesmo se imputa, como um desvelar-se da própria alma perante experiências vivenciadas. O remorso é a consequência de distrações que se operacionalizaram negativamente. Ele é a fragmentação da pessoa que não pode modificar o passado ou o vivido, mas apenas assumir o peso de escolhas equivocadas. O remorso produz uma sombra pesada nas atitudes e inibe a espontaneidade dos gestos.  O remorso é uma reação perante o perdido ou o desgastado. O gosto do remorso é o azedume de quem si auto-reconhece falido e fracassado, mas somente os espíritos nobres se curvam sobre si mesmo para fazer dele o espinho que adestra a sua peregrinação.

A verdade abriu a boca

A verdade abriu a boca!


Por Jorge Ribeiro



Não ha como ter um pensamento, que seja situado, sem recorrer à tradição, mas isso não impede a atualização e o envolvimento da realidade da cercania. O ponto de partida de uma reflexão quase sempre é a carência, o desejo de fundamento. Essa indigência que nos caracteriza como seres perambulantes não deve nos acomodar ou impedir de irmos em busca da clareza e da seriedade das coisas. Diante de tantos falatórios, de tantas propostas e pretensões, qual o papel da verdade?
Ela está submetida às coerências ou conveniências empanadas de grandiosidade ou subsiste independentemente das adesões mais ou menos arrojadas? A verdade não pode se calar! Ela precisa ser ouvida, ainda que faça sangrar, somente ela tem o bálsamo para cicatrizar as feridas que tantas idas e vindas provocam. Nem o ressentimento, nem o aviltamento ou a resiliência conferem uma afirmação que não se tombe perante o desnudamento do ser. Precisa ser desmascarada essa maneira ultrajante de se afirmar algo, negando  de modo pernicioso o outro e sua apropriação (www.pjribeiro.blogspot.com) .
Onde está a veracidade da verdade? Na sua capacidade de adesão ou na força do seu argumento? Talvez esteja na consciência e na persuasão de quem a revela? Não se pode em nome da tolerância produzir uma enganosa aparência de verdade e muito menos negar a sabedoria em função duma paixão desmemoriada que se julga superior e por isso quer se impor. O espírito tem exigências variadas, todos sabem disso, mas a explosão de sua importância se encontra na inegociável certeza que carrega consigo. Nesse tempo em que as aberrações subjetivistas tendem a ser critério de verdade ou parâmetro de atitudes, como lidar sem se deixar contaminar pela virulência dos criticismos a moldes das lives e outras portadas virtuais?  A truculência e a banalidade regadas pela extrema sensibilidade nos acuam e nos colocam brides, pois todo esforço da razão e do bom senso parece não encontrar mais terreno, nem mesmo nos tradicionais guardiães do sentido.

Essa tragédia profetizada do mascaramento da realidade abala as estruturas da vida, onde incertezas ou forjadas evidências são propostas ou defendidas como direção e desenvolvimento do mundo. Como lutar pela verdade? A indignação de quem não se acostuma com a mediocridade do dado e a revolta de quem não tem ciúmes da própria vontade de aparecer, e não se importa muito com as opiniões, continua sendo a possibilidade de acolhimento do encontro sem contudo ser obrigado a uma sujeição que quer forçar a encobrir a verdade. A verdade precisa de profetas e de mártires para que sua boca não seja suplantada pela projeção consumista que quer substitui-la pela prosperidade.

Pra se pensar ....

Desespero anunciado

Desespero anunciado Para que essa agonia exorbitante? Parece que tudo vai se esvair O que se deve fazer? Viver recluso na pr...