É a página de todos que acreditam na amizade e no seu poder de libertação e felicidade.É o lugar daqueles que percebem na amizade o fator de realização e perfeição. Quem vive a fazer o bem é feliz!
Ridículo
Ridículo
O ser humano é ridículo, acredita ser o que não é e não
quer ser o que de fato ele é.
Nega sua raça, a sua origem e seus limites e se
pretende superior e não se conhece a si mesmo. Ridículo!
Maltrata, domina e subjuga os que retêm inferiores
e, depois, submete-se a todos. Ridículo!
Projeta, sonha, aglutina e, no fundo, faz muito
pouco para melhor, contenta-se com o dado. Ridículo!
Passa-se tanto tempo para conquistar as coisas e
depois não desfruta e isso é ridículo!
Perde-se a saúde para conquistar espaço e recursos e
depois gasta tudo recuperando o perdido. Que ridículo!
Coloca-se tanta atenção nas opiniões, nos detalhes e
nas conveniências, e se esquece do essencial. Terrivelmente ridículo!
Ajunta-se meios, recursos, instrumentos, tesouros
até e não pode carregar nada para o fim. Dramaticamente ridículo!
Suicidio: coragem ou covardia?
Suicídio:
questionamentos e interpolações
O que é o suicídio? Qual a sua razão? O que leva uma pessoa a optar por
essa saída? Os constrangimentos e os sofrimentos podem justificar tal ato? As
circunstancias podem amenizar a sua realização? Fenômeno humano sim, com
interferências em vários campos do saber e da existência. Sabe-se
que o suicídio é resultado de um desenvolvimento especifico, seja ele
intrapsíquico, quanto cultural, social e religioso. As causas podem ser tantas,
mas são suficientes para o sacrifício da própria vida? As circunstancias tem
esse poder de se imporem sobre as decisões das pessoas? Quem decide pelo
suicídio está pensando numa definitiva cessação do problema.
Seria o suicídio a solução? Aqui vemos a complexidade da situação.
Eliminando a si próprio o que causa problema seria extirpado ou apenas se
transferiria de pessoas? Não seria voltar as costas para as dificuldades e
deixar aos outros o peso da sua autodestruição? Assim sendo, seria um ato
egoísta ou a eliminação de um problema? Configura-se assim como desfalecimento
da própria condição existencial e falimento das tentativas de sanar.
Desintegração social ou herança de muitos fatores? É o individuo que não
se encontra e, exasperando-se, lança-se numa situação extrema ou são acordes de
sua estrutura pessoal, provinda de sua descendência que impulsiona a não se
achar consigo e com os outros, empurrando a um desfazer-se completamente?
Situações conflituosas desfavoráveis.
Destas interpolações, surge, quase naturalmente uma questão: Qual a
relação ente introspecção e autodestruição? É o individuo que sendo muito
ensimesmado cai num exacerbado fechamento e acaba por buscar meios que venham a
diminuir sua existência e, dessa maneira, chegar a vir menos ou a
autodestruição é imediata, não percorrendo essa variedade de disfarces a partir
de dentro? O individuo mais recluso é mais propenso à agressividade e a
autodestruição ou não existe uma relação causal nessas perspectivas? A
autodestruição ativa acontece quando a pessoa busca meios explícitos para ir se
deteriorando, mas também tem a autodestruição passiva, na qual a pessoa se
lança em situações perigosas, na possibilidade maior que aconteça uma tragédia
e assim sua destruição comece a ser praticada. Quem escolhe uma profissão de
alto-risco é por pura aventura ou germe de autodestruição?
Por que reações agressivas e instinto de morte? O que leva as pessoas a
não se conterem ou provocarem reações dos outros? É o simples senso de
reinvindicação ou instinto agressivo que leva alguém agredir um outro? E o
instinto de desagregar, desarticular e machucar são indícios de vontade
suicida? Essas Frustrações, turbamentos que todos experimentamos, caso levadas
ao extremos ou vivenciadas de modo inadequado podem levar ao pensamento ou
instinto de morte?
Existem síndromes pre-suicidas? A pergunta é se tem pessoas
predispostas ao suicídio ou auto destruição ou isso é algo que se adquire com a
convivências e experiências? Em outras palavras, se nas pessoa existem ou podem
existir estruturas morbosas capazes de induzir ao suicídio ou são realidades
adquiridas? O suicídio é uma decisão consciente da pessoa ou um
salto no escuro? O individuo que alimenta instintos de morte é porque não se
sente feliz, realizado ou porque se sente deslocado ou quer se livrar do peso
que a própria vida lhe impôs?
Dito isso, o passo que cabe refletir é se o suicídio é uma decisão ou
alienação? A depressão endógena é capaz de conduzir ao suicídio? Como conviver
e enfrentar as contradições, as distorções e as deformações? Até que
ponto essas variantes do estado vivencial da pessoa seja motores de uma atitude
suicida ou de gestos ambíguos que provocam a morte? A pessoa quando se fixa na
ideia da morte própria, sem querer subterfúgios ou paliativos está realmente
decidida a dar fim na própria existência ou ela se refugia nessa ideia para
poder escapar das desavenças na qual se encontra? E quando a própria
permanência é um peso, a decisão pelo suicídio, assistido ou não, é um passo
decisório, é um ato ambíguo de arrogância egoísta ou um desejo social de
liberação?
Quais as fantasias suicidas mais comuns? O que passa numa mente suicida?
Gesto e ações discretas que ponham fim no seu existir “no”, “com” e “para” ou
acompanha esses atos fantasias espetaculares e precisam de uma reinvindicação
plausível para se atualizar? O suicídio é um ato meramente pessoal ou é de
responsabilidade social? Os impulsos internos de destruição são provocados como
contrapartida de uma positividade negada ou de uma negatividade permanente ou é
algo que os próprios estímulos vitais da pessoa a destinam?
Esses fragmentos faz evidente outras perguntas: Como se encaixam as
predisposições ao suicídio? São genes que acompanham a estrutura emocional –
psicológica da pessoa ou são aquisições sociais, culturais? Entrariam essas
predisposições nos diferentes traumas que a pessoa possa ser
vivido? Qual o lugar dos instintos na permissão e na vivencia de
atitudes suicidas? A mortificação como aniquilação entraria nessa dinâmica de
negação de si e abandono no precipício existencial? Onde se encaixa a revolta
contra si mesmo? É uma não aceitação ou vingança contra algo que não suporta
mais?
A ação suicida é resultado de uma crise narcisista? É a proteção do
próprio eu? O suicídio seria uma fuga da degeneração do próprio ego? O desejo
de fuga é uma forma de colapso suicida contra determinadas situações? Essa
evasão do próprio mundo em mundos paralelos ou fictícios não seria uma
aberração no campo suicida? Novamente se registra a questão do por que do
suicídio: seria punição? Talvez vingança? E se a causa for o
despeito? Mas também pode se caracterizar como confiança nos próprios valores
que se vendo desfalecer opta por um modo radical de finalizar.
O suicídio aparece também como reelaboração dos conflitos, como maneira
de encarar ou tripudiar dos sofrimentos. O ato que leva o individuo a buscar a
morte pode ser sinal do índice de intolerância com os próprios limites. Os
modos de reações prematuros se evidenciam como mecanismos de falimento e busca
desenfreada de compensação. Esse comportamento revela a negação do que se é,
coisa provinda da própria idealização: a busca do eu ideal e o sistema do
superego que conduz o modo de ser e viver, e quando não alcançado desemboca num
colapso, numa derrocada obscura que se traduz em nadificação ou vazio. Muitos
dos que se suicidam são resquícios da inibição da agressividade, dado que todos
possuímos a agressividade em certo grau e quando a pessoa a inibe completamente
ou não lhe permite esvair pode se deslanchar numa válvula suicida. As pessoas
que se suicidam ou tentam o suicídio, geralmente denotam certa ambivalência de
sentimentos, são inadequadas a si mesmas, isto é, são de personalidade
insegura.
Outra coisa que se percebe nas atitudes ou pessoas suicidas são as
dificuldades nas relações interpessoais. Geralmente se sentem deslocadas,
marginalizadas, ignoradas e por isso mesmo encontram espaço para forjar ou
criar estratégias de reação contra o ambiente e contra si. Quando a pessoa não
se sente parte, quer se ausentar e o suicídio é uma porta de saída. Outras
vezes o suicida se sente sufocado então não somente decide se libertar do
ambiente que lhe faz mal, mas também elimina os possíveis focos de sua
desintegração. Mas quando a pessoa não sente gosto pela vida, despedir-se dessa
vida é um ato de coragem ou covardia? As pessoas que se entregam por um ideal,
por nobre que seja, não são pessoas suicidas também? Os famosos heróis que se
entregaram para salvar um povo, uma ideologia ou alguém não seriam eles também
suicidas? Os que se entregam aos vícios dilacerantes não são suicidas? E os que
não encontram sentido na própria vida não seria absurdo continuar vivendo? O
ato suicida se estaciona entre um grito de libertação, um gesto de coragem ou
um a atitude covarde, mas em todas as opções
Tristezas
Tristezas
Sentimentos variados e inconstantes desejos de ser e agir
Dias acabrunhados em ilusões de necessidades irrealizáveis
Detalhes pormenorizados de culpas e ausências mal administradas
Vazios e incertezas de uma existência em busca de diversificação
Conclusão aberta de feridas não cicatrizadas e expropriada.
Resultado: tristezas!
Sentimentos variados e inconstantes desejos de ser e agir
Dias acabrunhados em ilusões de necessidades irrealizáveis
Detalhes pormenorizados de culpas e ausências mal administradas
Vazios e incertezas de uma existência em busca de diversificação
Conclusão aberta de feridas não cicatrizadas e expropriada.
Resultado: tristezas!
A justiça social
O que a Bíblia diz sobre
a justiça social?
Por Pe. Jorge Ribeiro
Nesse tempo de tantas
acusações e injustiças, queremos abordar a imprescindível questão da justiça
social. Antes de discutir a visão cristã da justiça social, precisamos definir
os termos. A justiça social é um conceito tão politicamente carregado que
realmente não pode ser dissociado do seu contexto moderno. A justiça social é
muitas vezes usada como um grito de guerra para muitos no lado esquerdo do
espectro político. A justiça social é também um conceito que alguns usam para
descrever o movimento em direção a um mundo socialmente justo. Neste contexto,
a justiça social baseia-se nos conceitos de igualdade e direitos humanos, e
envolve um maior grau de igualitarismo econômico através da tributação
progressiva, da redistribuição de renda ou até mesmo da redistribuição da
propriedade. Essas políticas visam atingir o que os economistas de
desenvolvimento chamam de igualdade de oportunidades, a qual pode realmente
existir em algumas sociedades, e para a fabricação de igualdade de resultados
nos casos em que as desigualdades inerentes aparecem em um sistema
processualmente justo".
A palavra-chave nesta
definição é "igualitarismo". Esta palavra, juntamente com as frases
"redistribuição de renda", "redistribuição da propriedade"
e "igualdade de resultados", diz muito sobre a justiça social. O
igualitarismo, como uma doutrina política, essencialmente promove a ideia de
que todas as pessoas devem ter os mesmos (iguais) direitos políticos, sociais,
econômicos e civis. Esta ideia é baseada no fundamento dos direitos humanos
inalienáveis consagrados em documentos como a Declaração de Independência
Americana.
Qual, então, é a visão
cristã da justiça social? A Bíblia ensina que Deus é um Deus de justiça. De
fato, "Deus é... justo e reto" (Deuteronômio 32,4). Além disso, a
Bíblia sustenta a noção de justiça social na qual a preocupação e os cuidados
são mostrados a favor dos pobres e aflitos (Deuteronômio 10,18; 24,17; 27,19).
A Bíblia muitas vezes se refere ao órfão, à viúva e ao estrangeiro - ou seja,
pessoas que não eram capazes de cuidar de si mesmas ou não tinham um sistema de
apoio. A nação de Israel foi ordenada por Deus para cuidar dos menos
afortunados da sociedade, e seu eventual fracasso de fazer isso foi em parte a
razão para o seu julgamento e expulsão da terra.
No entanto, a noção
cristã de justiça social é diferente da noção contemporânea de justiça social.
As exortações bíblicas para cuidar dos pobres são mais individuais do que da
sociedade como um todo. Em outras palavras, cada cristão é encorajado a fazer o
que puder para ajudar o "menor destes." A base para tais mandamentos
bíblicos encontra-se no segundo dos grandes mandamentos - amar ao próximo como
a si mesmo (Mateus 22,39).
Resumindo, há uma
tensão entre uma abordagem da justiça social que é centrada em Deus e da que é
centrada no homem. A abordagem centrada no homem vê o governo no papel de
salvador, trazendo consigo uma utopia por meio de políticas governamentais. A
abordagem centrada em Deus vê Cristo como Salvador, trazendo o céu para a terra
quando Ele voltar. No Seu retorno, Cristo restaurará todas as coisas e
executará a justiça perfeita. Até então, os cristãos expressam o amor e a
justiça de Deus ao mostrar bondade e misericórdia para com os menos
afortunados.
Coração ambulante
Coração
ambulante
Caminhos incertos de destinos improváveis
Paisagens inconfundíveis e desconcertantes
Chuvas torrenciais no terreno sedento
Efeitos esperançosos de quem clama suavidade
Rebaixar as temperaturas e reavivar o sertão
Essa enxurrada leva o meu coração ambulante no
aconchego do teu abraço
Correntezas que desembocam em teus infindos afagos
Desejos que se calam no borbulhar de tantos suspiros
E a busca não se estanca e as cortinas não se fecham
Coração ambulante almejando o sossego
Descontinuidade existencial que desagua em tuas ondas!
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