VAZIO

VAZIO


E esse vazio que não se acaba e me queima nas veias
Não creio nos milagres, mas espero uma resposta
As vezes gosto de você e outra tantas não
Atravesso meu  deserto querendo chegar a tua estrada
Continuo a vagar, sem sentido e sem chegada
Não me esqueça, estou em plena viagem
Enfrento o cansaço e não sei mais o que pedir
Estou exausto e ponho a me arrastar, suportando fome e sede
Gotas de solidão e melancolias estafantes
Todo mundo perdeu ou está perdendo alguma coisa
Como superar todo esse escuro e ir apagando os meus desejos
O sofrimento existe sim e não deixa ninguém sem atiçar
O mundo é contra ti e não sabe o porque
Esse nada vem como pesadelo e tortuosas lembranças
Provoca a dor e medo e me desaguo em choro
Vou consumindo o meu êxodo e vivendo as minhas contradições
Procuro em teus beijos o mais doce abrigo
Guarda-me dentro dos teus sonho e me arranca desse vazio
Mesmo  com essas curvas viver é muito bom

O que me sustenta é pensar em você!

PAI

PAI



O que é ser pai e o que é ter um pai?
Pai é amigo, é companheiro, é modelo e herói
Pai é esperança, é trabalho, é moderação e confiança
Pai é luta, é equilíbrio é destino e convívio,  
Pai é raiz, é indicativo, é presença e imperativo!

Ser pai é caminhar juntos e mostrar o caminho
É preparar para a vida e dar noções
Ser pai é renunciar-se para nutrir o futuro
É decodificar o presente e rechear de esperança o devir

Ser pai é estar ali no alcance quando se precisar!

Estranho

Estranho



Que estranho, eu me sou estranho!
Eu sou realmente estranho, ao menos eu me percebo assim…
Não tenho medo de ser estranho e não me esforço para não me parecer assim
Chamamos de selváticas as arvores que não conhecemos
Denominamos bárbaros os povos dos quais não fazemos parte
Disparo um sorriso quando quase todos choramingam
Desaguo em choros quando todos estão sorridentes
Não me acostumo com a rotina e não acho graça na estabilização
Sinto mais o vazio da sua ausência que a minha própria morte
Desejo uma vida breve quando a maioria pede longevidade
Eu não crio problemas com as confusões que eu possa causar
Sou mais frágil que folha despedaçada e capaz de resistir as maiores atrocidades
Sou estranho porque não me confundo com ninguém e em nenhum lugar quero eternizar
Eu me arrasto para conservar as amizades verdadeiras
Sei ignorar  sem pestanejar que faz pouco caso ou se faz arrogante
Prefiro passar fome a ter que sorrir forçado à custa de algum preço
Eu me mato para conseguir algo e depois não mais me apetece!
Quero estar com os amigos e busco estar sozinho
Preço muito alto e tantas exigências para ser eu mesmo
Nem sei o que me habita quando repenso esses dias sem sentido
Como espinho seco, ao seu destino se acostumará, meio abandonado e secará
Se quero viver assim caçando ou sendo caçado?  Não paro para pensar nisso
Eu sou mesmo estranho e dai!

Jorge Ribeiro
jorgeribeiroribeiro@gmail.com

amizade, Montaigne, 


Ser indiferente

Ser indiferente


Com a famosa frase do norte americano Luther King: "O que me assusta não são as ações e os gritos das pessoas más, mas a indiferença e o silêncio das pessoas boas" (Martin Luther King), proponho aqui uma pequena reflexão sobre esse comportamento que tanto incomoda e que é cada vez mais aplicado nos relacionamentos corriqueiros: a indiferença.
A indiferença é a indecência da humanidade ou a essência da desumanidade, pois significa falta de reconhecimento da dignidade, do valor e da presença do outro. A indiferença perante os semelhantes ou para com os necessitados é o pior dos crimes que se pode cometer, porque é se ensurdecer perante os gritos da própria condição. Somos todos mendigos ou carentes de alguma coisa e a indiferença não nos faz superiores, mas nos coloca na dimensão de miseráveis, pois além de necessitados nos faz soberbos e renegados da própria essência de seres incompletos e por muitas vezes indigentes. A maior revolta que se pode ter é quando alguém nega a sua raça e sua identidade, e em nome de manter a boa fama, trata com desprezo e ignora o outro. Em nome da ingratidão  sofrida, das dores doídas e dos afetos recusados, justificamos e pregamos a indiferença como forma de defesa, mas se trata de assassinar o outro, porque não se importa com o que esse passa ou sofre, apenas queremos proteger a nossa pele. A indiferença é o câncer que alastra a humanidade, fruto de quem constrói as próprias verdades e é incapaz de experimentar a força e o calor transformadores do amor. A indiferença não é o escárnio dos fortes, mas a fragilidade dos desperançosos e dos medrosos, a falta de eclosão do ódio sobre si mesmo. 

IDENTIDADE

IDENTIDADE


A busca pela liberdade é um desejo pela experiência de opressão e de fechamento. A busca pela identidade é um desejo de permanecer em si e não mais vaguear tateando sem saber onde aportar a própria realidade. O que realmente somos? Qual a nossa missão nesse mundo? Por que desse modo e nesse lugar e não diversamente? O que é ter uma Identidade? Quando é que sou eu realmente e não produto das circunstancias? Realmente sou quem sou ou sou quem serei ou quem pretendo ser? Quando sei que realmente o que quero e busco é o que desejo ou o que os outros inculcam em minha vida? Como conciliar aquilo que sou para os outros com o que vivo em primeira pessoa? Quais modelos tenho a seguir para poder ser quem quero ser? Identidade significa ser, com toda a minha história e futuro que me possibilita.
Conhecer-se é o único caminho para poder existir uma identidade de querer e ser, ainda que parcialmente. Esse princípio fundamental que esse não é aquele e vice versa, e que esse é esse, pois o que interessa são os nossos próprios valores, nossos próprios objetivos, nossa individualidade,  nossa verdade. Para poder adentrar esse mundo de realização e de liberdade, faz-se mister uma ambiente de silêncio, para gerar algo profundo, uma atmosfera que faça frutificar a solidão e não permita cair na superficialidade. Essa é uma busca dos próprios arquétipos, da nossa unicidade em todos o universo, ou seja, da busca, do reconhecimento e da caracterização do nosso próprio “EU”.
A fragmentariedade que somos submetidos a nos deixar encaminhar, muitas vezes aprisiona, distorce, rotula e marginaliza se a figura nossa não corresponde ao desenho que exigem e pedem de nós. Cada um de nós é inconfundível entre todos e por isso mesmo o lugar de cada um pertence a si mesmo e somos realizados quando fazendo a diferença conseguimos integrar o que somos, com o que queremos e o que se esperam de nós. A dissociação entre essas dimensões leva, muitas vezes, a esquizofrenia comportamental, a síndrome que leva a uma bipolaridade entre o que se quer e o que está capaz de enfrentar para realizar os próprios sonhos.  Não se pode ser quem se quer ou pretende ser vivendo à sobra, seja de pessoas, seja de instituições ou dos próprios medos. Muitas vezes precisa-se resgatar raízes, reestruturar relacionamentos, voltar a lugares e situações que possam dar uma impronta real e não ilusória à própria condição pessoal.
A única necessidade para ser feliz e nunca trair ou vender os próprios ideais em função de qualquer outra promessa, nem mesmo da salvação.  A identidade se conquista curvando-se dentro de si mesmo e abrindo-se aos outros e isso não se adquire por decreto ou ausência de constrições,  porque identidade quer dizer individualidade, responsabilidade, independência e interação e não egoísmo ou narcisismo. Ninguém é absoluto e compacto, o outro deve ser espelho diferenciado que deve me ajudar a ser quem sou. Não é um prolongamento e nem uma extensão de mim, e muito menos um outro eu, pois a minha identidade acontece reconhecendo e aceitando o eu da outra pessoa, não como pertencente a mim, mas outra realidade, que pode ser complementar, mas nunca idêntica à minha realidade.
Deixar as dependências, apaziguar o valor das criticas, das opiniões e dos elogios, talvez seja o início de um percurso de liberdade e de robusta identidade. Não colocar as conveniências acima dos próprios sonhos. Não se deixar abater ou determinar pelas barreiras ou dificuldades, pois quando não podemos ser um rio, podemos ao menos irrigar um pequeno pedaço de terra, ou seja, ha sempre uma possibilidade de prosseguir o próprio movimento.  Esse processo exige humildade, capacidade de acolhimento, disponibilidade de amar a si mesmo, de amar os outros e de se deixar ser amado e não se levar pela prepotência, orgulho ou vaidade. As feridas podem causar cicatrizes mas não impedem de recompor o tecido, assim os cenários diversificados não impedem de compor o quadro da própria identidade.  Negar a própria natureza, querer corresponder aos anseios dos outros, o medo da rejeição, a falta de um sentido real podem impedir essa busca que deve caracterizar cada um de nós, porque somos seres de tensão, suspensos entre dois mundos e é essa a nossa identidade. Não a chegada, mas o mesmo caminho, não a perfeição, mas o seu desejo, não a pátria, mas o itinerário até ela.  A nossa identidade é ser essa areia movediça, que pode ser tudo e nada ao mesmo tempo.
Aceitar a estruturante ambiguidade da nossa natureza pode nos ajudar a reconhecer e fortalecer a nossa identidade de seres transeuntes e paradoxais. Não ser pronto e acabado não é um defeito, mas uma marca de nosso ser irrealizado que se caracteriza pela busca e não pela conquista. Por isso as nossas frustrações, porque querem que sejamos bestas, anjos, deuses e nunca sujeito humano. A desconstrução e a descontinuidade não são resistência e imperfeição, mas o método como respirar a perfeição almejada. Não somos feitos para contemplar o divino, para seguir sua estrela. O nosso fracasso é se identificar com um desenho fixo e abandonar as outras possibilidades. Tudo que não se renova morre e essa é a lei da nossa mesma identidade, vai se fazendo paulatinamente e nunca totalizante. A incompreensão que temos de nossa mesma existencialidade é o que faz que sejamos o que somos, seres incompreendidos, reticentes e inconclusos e com aprendizados de felicidade.  
Expresso toda essa busca pelo sentido e pelo desejo de realização e de felicidade nas palavras do pensador francês, Blaise Pascal:
“Quando penso na pequena duração da minha vida. Absorvida na eternidade anterior, no pequeno espaço que ocupa, fundido na imensidade dos espaços que ignora, aterro-me e me assombro de ver-me aqui e não alhures, pois não há razão alguma para que esteja aqui e não alhures, agora e não em outro qualquer momento. Quem me colocou nessas condições? Por onde e obra e necessidade de quem me foram designados esse lugar e esse momento? A lembrança de hospede de um dia que passa.
Ante a cegueira e a miséria do homem, diante do universo mudo, do homem sem luz, abandonado a si mesmo e como que perdido nesse rincão do universo, sem consciência de quem o colocou aí, nem do que veio fazer, nem do que lhe acontecerá depois da morte, ante o homem incapaz de qualquer conhecimento, invade-me o terror e sinto-me como alguém que levassem, durante o sono, para uma ilha deserta, e espantosa, e aí despertasse ignorante de seu paradeiro e impossibilitado de evadir-se. Vejo outras pessoas ao meu lado, aparentemente iguais a mim; pergunto-lhes se acham mais instruídas que eu, e eu me respondo pelo negativo; no entanto, esses miseráveis extraviados se apegam aos prazeres que encontram em torno de si. Quanto a mim, não consigo afeiçoar-me a tais objetos e, considerando que no que vejo há mais aparência do que outra coisa, procuro descobrir se deus não deixou algum sinal próprio.
Só sei que o silencio eterno desse espaço infinito me apavora....
E enquanto a esse deus que nos ignoram,,...!
Porque esse mundo finito e belo é tão difícil de se encontrar a felicidade? Por que são limitados meus conhecimentos, minha estatura, a duração de minha vida a cem anos e não a mil? Que motivos levaram a natureza a faze-me assim, a escolher esse número em lugar de outro qualquer, desde que na infinidade dos números não há razões para tal preferência, nem nada que seja preferível a nada”? (Pascal)


A BELEZA SALVARA O MUNDO


Tzvetan Todorov por Osvalter
Desde que desmancharam no ar, as idéias passaram a constituir um conjunto muito indeterminado. Não só um campo de conhecimento específico produz mais saber do que a capacidade do pesquisador de se atualizar, como também o trabalho entre ou através dos campos de conhecimento diferentes tornou-se um antídoto necessário à especialização do conhecimento, complicando ainda mais a situação das disciplinas. O fato é que, ao mesmo tempo em que há tais movimentos de diferenciação do saber, há um certo estado de razoabilidade que organiza tanto saber e o direciona a um horizonte desconhecido mais ou menos comum.
Na Introdução ao recém-traduzido livro de Tzvetan Todorov, A beleza salvará o mundo, o autor desenha de maneira exemplar o território do conhecimento contemporâneo, a partir do qual imagina o seu livro. A princípio, sua preocupação é tão comum a todos quanto ambiciosa teoricamente:
(…) cada um de nós é animado por um projeto de vida, possuindo em nosso interior uma configuração ideal que nos guia a partir da qual julgamos nossa existência em dado momento. Sei que a aspiração à plenitude, à realização interior e a uma qualidade de vida superior faz parte dessa configuração, mas ignoro aonde ela deve me conduzir e que lugar ocupa a relação com o absoluto. É para descobri-lo que me engajei na presente investigação.
Para realizá-la, o teórico de origem búlgara (francês por adoção) escolhe três trágicas vidas dedicadas à literatura, a fim de iluminar trajetórias que tomaram a criação literária como a força central de suas vidas, aquela a partir da qual suas histórias se organizavam. Trata-se das vidas do inglês Oscar Wilde, do alemão Rainer Maria Rilke e da russa Marina Tsvetaeva, todos, “aventureiros do absoluto”, produzindo em suas obras uma imagem da modernidade ao custo de suas vidas.
A matéria desta investigação são as correspondências dos autores, parte da obra em que, se há produção ficcional, é por necessidade de se construir como sujeito. Deste modo, o próprio Todorov adverte que não se trata de um livro de crítica literária, pois as obras propriamente literárias não são seus objetos de estudo. Antes, é o testemunho destes escritores o que interessa. Ao ser apropriada, a matéria biográfica torna os três escritores personagens de Todorov, não sendo, por isso mesmo, inusitado o autor ter classificado o livro como um “romance” com aspas. Assim, tomando como objeto textos de literariedade ambígua (as correspondências), interessando-se pela interferência da experiência literária na construção dos sujeitos (o testemunho) e produzindo um livro de gênero mesclado (um “romance” crítico), o teórico confirma sua vocação de se posicionar na crista da onda do pensamento cultural, assim como já o fizera algumas décadas atrás em sua importante produção de viés estruturalista.
Única verdadeNuma obra que se elabora em fases, A beleza salvará o mundo faz par com A literatura em perigo, lançada no Brasil dois anos atrás pela mesma editora Difel e também traduzida por Caio Meira. Em ambas, observamos a preocupação de delimitar os efeitos da literatura: na primeira, trata-se de estabelecer limites para o efeito na vida de quem lida com ela; na segunda, para o efeito na leitura teórica, na pedagogia. Pode ser que essa preocupação se deva à percepção de que os desdobramentos do “estruturalismo clássico” (movimento teórico que propunha estabelecer bases científicas para o estudo literário) acabaram por borrar os limites da leitura e do efeito na vida dos que lidam com literatura, produzindo uma contradição velada: “O texto só pode dizer uma única verdade, a saber: que a verdade não existe ou que ela se mantém para sempre inacessível”, afirma em A literatura em perigo. Em A beleza salvará o mundo, encontramos um novo confronto com essa idéia numa bonita passagem do último capítulo, Viver com o absoluto.
(Os seres humanos) procuram encontrar em sua existência um lugar para o absoluto. Sempre foi assim, desde que os homens começaram a enterrar seus mortos e até hoje, inclusive quando parecem inteiramente absorvidos pelo frenesi do consumo ou do êxito. Pois, contrariamente ao que afirma o rumor, não é verdade que “tudo é relativo”.
Bem se vê que, embora o projeto do livro responda tão bem às demandas atuais do pensamento, ele instala uma crise nessas mesmas demandas, posicionando-se na contramão do rumor relativista. Aquilo de que Todorov não abre mão é uma imagem universal da obra literária, que, como representação do absoluto, encontra eco em todos os homens. Não é à toa que, com esta concepção, os artistas que aparecem citados gozem todos de muito reconhecimento na história da arte: além dos três biografados, são representativas as presenças de Hölderlin, Dostoiévski, Baudelaire, Rodin e Michelangelo. E o próprio Todorov reconhece o eurocentrismo de sua concepção artística, ao resumir e justificar a universalidade das vidas de Wilde, Rilke e Tsvetaeva: “São três europeus, bem representativos do destino europeu de uma aventura que, em si, pertence à história da humanidade”. Também interessa a Todorov que os três autores escolhidos tenham vivido em Paris e produzido obras em francês. Claro, a sua também é uma posição relativa, interessada.
Tanto é assim que o livro procura depreender a “amarga lição” destas três vidas, de modo a inserir a experiência estética na vida social sem, no entanto, repetir as histórias trágicas narradas.
Nem sacrificar a arte em nome da vida (como Wilde acabou por fazer) nem imolar a vida no altar da arte (como aconselha Rilke), nem separar ser e existir (como quer Tsvetaeva), mas tornar bela a vida comum. O absoluto, o infinito ou o sagrado não são, contrariamente ao que supunham essas concepções, um bem em si, outro nome da perfeição. Pois a vida é finita e relativa.
Há neste movimento uma inserção claramente francesa da obra do búlgaro Todorov, ao construí-la, nesta fase, como um moralista, alinhando-se a esta tradição específica e fundamental na formação da identidade literária francesa. Ao mesmo tempo, justamente este aspecto pode ser considerado uma elaboração conceitual da literatura que a compreende num campo ampliado, investigando e instaurando os efeitos dela no campo da política. É assim que os sacrifícios e as separações que estabelecem Wilde, Rilke e Tsvetaeva entre a arte e a vida social poderiam dar lugar à continuidade entre uma e outra, de modo a “civilizar o infinito”.
Esta saída para o impasse em que a experiência artística coloca a vida dos que lidam com ela surge, de acordo com Todorov, entre os românticos alemães, como uma manobra para resolver a barbárie que a Revolução Francesa, baseada em princípios democráticos, havia se tornado. A “educação estética do homem” produz democracia, pois, através dela, o sujeito se constitui democraticamente: “todos são iguais diante da beleza”. É preciso um sujeito democrático — que apenas se consegue pela desdogmatização social. “A arte, encarnação da beleza, ela própria sinônimo de autonomia, assume progressivamente a função que se reservava ao advento da fé: a de produzir seres renovados.” Estética e política se encontram no mesmo território, o da constituição do sujeito.

Pra se pensar ....

Desespero anunciado

Desespero anunciado Para que essa agonia exorbitante? Parece que tudo vai se esvair O que se deve fazer? Viver recluso na pr...