Desejos

DESEJOS!


Somos todos famintos de vida concreta. Passamos nosso tempo nos ocupando do que poderemos ter e nem pensamos no que vamos fazer quando possuir o que desejamos. A organização do desejo permite a paz interior, pois o objeto do desejo muda continuamente. Daí uma pergunta precisa ser feita: O que é a vida? O que a constitui como um bem e como algo positivo? A vida não é significado, é desejo
Desejo é busca, é sonho, é perseguição, é querer, é ser você mesmo naturalmente. Tolher os desejos é robotizar a pessoa, deixar-se levar pelos desejos é cair num penhasco sem fundo, desse modo: “Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais.” (CAIO FERNANDO ABREU).
Por isso se pode afirmar que o amor começa quando uma pessoa se sente só, ai deseja, busca, procura e o amor termina quando a pessoa deseja estar só, isto porque o amor, assim como a dor quer ser contemplado, porque o desejo é esse gosto doloroso que arrepia e enaltece. A vida sem desejo é como cerveja sem alcool, é apenas um paliativo para enganar a verdadeira sede, pois o desejo é como a fome, somente quem sente sabe a sua intensidade, por isso não pode ser descrito, mas apenas vivenciado. O desejo é como um querer maldito, que dar sabor e força e também vai matando aos poucos, tudo que é essencial se consome e devora, até que você se torne aquilo que deseja, porque nada é tão comum na pessoa que o próprio desejo.
Jorge Ribeiro
Novembro 2015

“São tempos de misericórdia e inclusão”

Mt 18, 10-14; Acolhimento e inclusão: Expressões de Misericórdia
“São tempos de misericórdia e inclusão”

Org. Pe. Jorge Ribeiro

 Qual a nossa missão como cristãos? Qual o nosso papel com discípulos e missionários do Redentor?  Segundo o Papa Francisco, a missão é, sobretudo: pôr o homem em contato com a Misericórdia compassiva que salva. As situações de miséria e de conflitos são para Deus ocasiões de misericórdia. Hoje é tempo de misericórdia!”.
Prosseguindo, o Papa lembrou que há algumas tentações para quem segue Jesus e o Evangelho e evidencia pelo menos duas. A primeira é viver uma “espiritualidade de miragem”, não parar, ser surdo, “estarmos com Jesus” mas “não sermos como Jesus”, estar no seu grupo mas viver longe do seu coração:
“Podemos falar Dele e trabalhar para Ele, mas viver longe do seu coração, que Se inclina para quem está ferido. Esta é a tentação duma “espiritualidade da miragem”: caminhar através dos desertos da humanidade não vendo aquilo que realmente existe, mas o que nós gostaríamos de ver; construir visões do mundo sem aceitar aquilo que o Senhor nos coloca diante dos olhos. Uma fé que não sabe se radicar na vida das pessoas permanece árida e, em vez de oásis, cria outros desertos”.
Há uma segunda tentação – assegurou o Papa – é a de cair numa “fé de tabela”.
“Caminhar com o povo de Deus, mas tendo já a nossa tabela de marcha, onde tudo está previsto: sabemos aonde ir e quanto tempo gastar; todos devem respeitar os nossos ritmos e qualquer inconveniente nos perturba. Corremos o risco de nos tornarmos como “muitos” do Evangelho que perderam a paciência e repreenderam Bartimeu e as Crianças. O risco de excluir quem incomoda ou não está à altura, enquanto Jesus quer incluir, sobretudo quem está relegado para a margem e grita por Ele” ( See more at: http://sbenedito.com.br/homilia-do-papa-sao-tempos-de-misericordia-e-inclusao.html#sthash.igSB3jS1.dpuf)
Falando de inclusão e acolhimento, podemos dizer que é possível destacar três atitudes sociais que marcaram o desenvolvimento da educação no tratamento dado às pessoas com necessidades especiais, tanto no que diz respeito às pessoas com deficiência quanto às outras categorias que precisam ser incluídas, sendo elas: marginalização, assistencialismo e educação/reabilitação.
A proposta da educação inclusiva é acolher e dar condições para a pessoa exercer seus direitos no que tange ao cumprimento da inclusão social e religiosa e isso se refere a todos os indivíduos, sem distinção de cor, raça, etnia ou religião. Inclusão é interagir com o outro, sem separação de categorias.


Com este Evangelho, Jesus nos indica como deve ser o relacionamento entre os membros da Comunidade cristã. O texto começa com a pergunta dos discípulos a Jesus: “Quem é o maior no Reino dos Céus?”, isto é, na Comunidade de Deus. Jesus toma uma criança, coloca-a no meio deles e diz: “Se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Portanto, quem se faz pequeno como esta criança, este é o maior no Reino dos Céus”.
Portanto, tornar-se como criança não é só condição para alcançar a maior grandeza na Comunidade de Deus, mas inclusive é requisito indispensável para ser admitido nela. A criança é um ser fraco e humilde que não possui nada nem tem nada que dizer na Comunidade dos adultos. Como o pobre, ela só pode receber com alegria o que lhe é oferecido, porque depende totalmente dos outros. Esta é a situação do homem diante de Deus e, consequentemente, a atitude que Jesus quer dos seus discípulos: acolhimento, inclusão, simplicidade e humildade.
Evidentemente, não se trata de voltarmos à condição de criança que tivemos no passado, o que é impossível. Significa optar pelo acolhimento, inclusão, simplicidade, humildade e serviço, como fazem naturalmente as crianças. Além da criança, temos como modelo Jesus, o pobre de Deus, o mais pequeno e o servidor de todos. “Aprendei de mim que sou mando e humilde de coração”. “Quem recebe em meu nome uma criança como esta é a mim que recebe.”
E no final da parábola da ovelha perdida Jesus fala: “O Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”. Não podemos desprezar as crianças, mas ir atrás delas, cuidar delas e educá-las no caminho de Deus e do bem. Esse cuidado, no contexto do Evangelho, não se restringe às crianças, mas abrange os pobres, os analfabetos, os doentes... isto é, a todos os “pequenos”.
A gente se lembra da fuga de Maria e José para o Egito, a fim de proteger o Menino Jesus. Uma família que se desloca para um País estranho, fazendo os maiores sacrifícios, porque a vida da criança estava ameaçada. Hoje, muitas vezes, não é a vida física mas a vida moral e espiritual das crianças que está ameaçada, pelas drogas, más companhias etc. Elas merecem o mesmo cuidado e sacrifício. Não desprezeis nenhum desses pequeninos (Padre Queiroz)

Podemos dizer ainda que esta passagem do Evangelho tem como eixo nossa relação com os pequeninos. Estes nos são apresentados por Jesus como modelo de vida: “Se não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus”.
Nosso tempo assiste – com a maioria indiferente – a uma série de agressões contra os pequeninos que Deus ama. A justiça holandesa acaba de considerar “constitucional” a formação de um partido político pró-pedofilia. Numerosos parlamentos, em todo o mundo, vão seguidamente legalizando o aborto intencional. Na mesma linha, autorizam o uso de embriões humanos como cobaias de laboratório.
A médio prazo – quem viver, verá... –, estas decisões equivocadas, baseadas em uma mentalidade neopagã, produzirão efeitos destrutivos sobre todo o tecido social, repetindo a história de antigos grupos sociais cuja decadência é sobejamente conhecida.
O que está ao nosso alcance, além da luta política e da conscientização da sociedade? Temos o dever de investir em nossas crianças, assim como faria o próprio Senhor se estivesse na Terra. Elas pedem nossa presença, educação de bons hábitos, formação religiosa e espiritual e, acima de tudo, o exemplo edificante dos pais e formadores.
Vale lembrar que, no início da pregação do Evangelho, as crianças não eram valorizadas entre gregos e romanos. Cabia ao paterfamilias decidir se os recém-nascidos iriam, ou não, ser mantidos vivos. O aborto era coisa banal. Crianças deficientes eram sumariamente eliminadas. O hábito de expor (abandonar ao relento) os recém-nascidos iria perdurar até o Séc. XVIII. A pregação do Evangelho e a atitude das famílias cristãs começaram a corrigir esse estado de coisas, lançando as primeiras sementes daquilo que hoje chamamos de “direitos humanos”.
Proteção ao idoso, escola para pobres, hospitais para indigentes, fidelidade matrimonial – são “novidades” trazidas pela evangelização. Sem o Evangelho, voltamos todos às cavernas...
Orai sem cessar: “Defendei antes o fraco e o órfão!” (Sl 82,3). O cuidado com os menores, ou seja, os excluídos, são expressões da misericórdia de Deus
(Cfr. Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.)


Saber o que se quer

Saber o que se quer



Ser é diferente existir
Sobreviver é apenas estar aí
Você sabe o que quer da vida?
Definir o querer já facilita
Querer é o inicio do caminhar
Lançar-se é poder conquistar
Ser feliz exige luta e persistência
Autenticidade pede autonomia e coerência
Não saber o que quer é já perder-se
Deixar-se levar é empalidecer-se
Sábios e loucos estão na liberdade
Desejar o próprio destino é construir verdade
Exclusão dos absurdos somente pra quem tem objetivo
Não basta se arrastar para desenhar o próprio destino
Não saber o que se quer é não enxergar
Ser feliz é sempre se por em movimento e buscar!


Jorge Ribeiro

Ângela Rô Rô - Amor, meu grande amor

SOLIDÃO

SOLIDÃO




Diferentemente do que muitos pensam, nenhum caminho é mais errado para a felicidade do que a vida no grande mundo, às fartas e em festanças, pois, quando tentamos transformar a nossa miserável existência numa sucessão de alegrias, gozos e prazeres, não conseguimos evitar a desilusão; muito menos o seu acompanhamento obrigatório, que são as mentiras recíprocas (CFR. A. Schopenhauer). Nada de temer as tempestades e os vendavais da vida, pois o medo de estar sozinho causa medo, a força de cada um se encontra dentro de si mesmo, na solidão, afinal todo mundo carrega consigo também algo de escuridão. E viver a solidão é diferente de se sentir sozinho ou solitário. Em determinados momentos a solidão rima com liberdade, para que esse frenesi de preencher o tempo e os espaços existenciais de tantas coisinhas e detalhes inúteis? E' sobretudo na solidão que se pode viver com mais significado e com mais sentido, porque o pior vazio é perceber que as pessoas que estão ao teu lado se preocupam demasiado por futilidades. Como dissera alguém: "É a solidão que inspira os poetas, cria os artistas e anima o génio". Por isso os egoístas detestam a solidão, precisam sempre dos outros para endossar suas meninices. Desse modo, ter vida interior significa saber viver a solidão como terreno fértil para ser quem se precisa ser, porque solidão não é estar sozinho, mas sim estar vazio! 

CIUMES

CIUMES




Sentimento desconfortável
Desequilíbrio de convulsões
Insegurança e enfraquecimento
Que somente provoca desilusões

Enfraquece o espirito
Obscurece o coração
Traído pelo próprio eu
Ameaças de destruição

Dividido no pensamento
Doença de exclusão
Banalidade impotente
Desequilíbrio de paixão

Vingança em iminência
Atitudes de infantilidade
Ciúmes desconcertantes

Desejos de posse e de obrigatoriedade!

PLUGADO

PLUGADO



O nosso encontro aconteceu
Será que tudo é ilusão e nada faz sentido?
Esse vácuo na alma que resposta tenho?
Esse abismo do lado de lá talvez eu possa atravessa-lo
Volto no labirinto de minha emoções e quantas coisas distintas
Você é chave que dá razão ao meu presente e empurra ao futuro
Esqueço de tudo e  até dos sonhos destruídos e giro em todo da mesmice
Sustentado por um invisível fio e circulo em volta para encontrar a rede
Estou conectado em ti e viciado no teu abraço

Estou Plugado!

Pra se pensar ....

Desespero anunciado

Desespero anunciado Para que essa agonia exorbitante? Parece que tudo vai se esvair O que se deve fazer? Viver recluso na pr...