A Tolerância segundo J. Rawls

Para J. Rawls, falar de tolerância é falar de justiça, especialmente na possibilidade de uma equidade entre as diferentes concepções políticas e religiosas. Afirma ele que: «Há duas idéias de tolerância. Uma é puramente política, sendo expressa em função dos direitos e deveres que protegem a liberdade religiosa em conformidade com uma concepção política razoável de justiça. A outra não é puramente política mas é expressa a partir de uma doutrina religiosa ou não-religiosa como quando, por exemplo, em referência aos limites que Deus estabeleceu para nossa liberdade» (Rawls J, The law of peoples, 200). Dessa forma podemos dizer que «As divergências sobre os princípios mais apropriados de justiça distributiva no sentido estreito e sobre os ideais que a eles subjazem podem ser arbitrados, embora nem sempre de modo apropriado, no interior do quadro político existente» (Rawls J. Justice as Fairness – A Restatement, 69). Isso nos leva a afirmar que de fato, uma seita intolerante não teria legitimidade para protestar quando uma liberdade igual à dos outros lhe é negada. O direito de alguém de protestar é limitado às violações dos princípios que ele próprio reconhece. O protesto é uma observação dirigida a outrem, de boa-fé, na qual se afirma a violação de um princípio que ambas as partes aceitam. Entretanto, do ponto de vista da posição original, não há qualquer interpretação da verdade religiosa que possa ser reconhecida como vinculativa para os cidadãos em geral; como também não pode haver acordo quanto à existência de uma autoridade que tenha o direito de resolver problemas de doutrina teológica. Não podemos por isso nos esquecer que «A teoria da justiça como equidade é uma concepção política de justiça, ou seja, foi esboçada para o caso especial da estrutura básica da sociedade e não pretende ser uma doutrina moral abrangente» (Rawls J. Justice as Fairness – A Restatement, 26\27).

PASCOA É VIDA

Querido irmão e amigo,
"Páscoa é tão somente o Recomeço, onde estará em alta a certeza de um futuro repleto de realizações, esperando que o Amor inunde o coração dos Homens..." ________________________________________
"Páscoa é ajudar mais gente a ser gente, é viver em constante libertação, é crer na vida que vence a morte. Páscoa é renascimento, é recomeço, é uma nova chance pra gente melhorar as coisas que não gostamos em nós. Para sermos mais felizes por conhecermos.
Páscoa é dizer sim ao amor e a vida; é investir na fraternidade, é lutar por um mundo melhor, é vivenciar a solidariedade." (Stela Maris Blandino).
Votos de uma Páscoa cheia de boas realizações, Com afeto e amizade,
P. Jorge Ribeiro

A filosofia politica de Locke

EUCHNER WALTER, La filosofia política de Locke. Laterza, Roma-Bari 1995.

As normas naturais da convivência humana, em qualquer modo vêm concebidas por diversas teorias, implicam uma construção da comunidade política que seja conforme aos princípios do direito natural (42).
Locke interrompe a concatenação determinista quando atribui um papel chave à capacidade do homem de suspender a satisfação de qualquer desejo, que no fundo é somente um caso particular da geral faculdade de decisão que por sua vez determina a vontade (123).
Locke funda a obrigação da lei natural recorrendo à tradicional doutrina da convenientia, a qual se coloca em contradição com o que ele sustentou sobre a natureza dos instintos humanos e dos «princípios práticos» inatos (194).
Locke se ocupou toda a vida com o problema da tolerância, pode-se dizer que ele construiu grande parte da teoria política partindo deste problema. Em nenhum lugar o desenvolvimento do seu pensamento político pode ser seguido tão agilmente quanto nos seus diversos escritos sobre o problema da tolerância (239).
A pessoa singular não é em consciência a aprovar as prescrições do magistrado em referência a questões religiosas. Dado que ao estipular o contrato social o singular deve transferir ao soberano o complexo dos direitos de liberdade sobre a base duma norma divina, ele é obrigado a observar as prescrições do magistrado em questões religiosas, mesmo aquelas referentes a coisas indiferentes como as formas exteriores de culto (240).
Locke sustenta que ao aplicar o princípio da tolerância se deve ter atenção em «mostrar qual influência é verossímil que a tolerância tenha sobre o número e sobre a industrialização da população, fatores dos quais depende o poder e a riqueza do reino» (240).
Cada qual é responsável pela salvação da própria alma. Assim, o estado tem o exclusivo compito de proteger a vida e a propriedade de seus cidadãos. O estado é em grau de fazer solo o que garante a paz e a ordem pública. Sobre a via que conduz à salvação da alma, a autoridade política não tem maiores elementos de julgar que a pessoa singular, mas que porta seguramente menos interesse (240).
Quando o exercício ilimitado dos direitos naturais turba a segurança estatal e com isso a conservação da sociedade no seu complexo, estes direitos podem ser limitados ou suspensos pelas leis estatais positivas (241).
Não se devem tolerar os papistas porque a sua sede de poder coloca em perigo a segurança do estado, e ainda menos os ateus porque negam a Deus, que é fonte da lei natural e com isso o fundamento do estado em absoluto (241).

Fazer aniversário!

Fazer aniversário é agradecer, comemorar, desculpar-se e pedir desculpas, é sonhar, chorar e rir. É olhar a estrada feita e tomar fôlego para seguir outros metros; é nao desistir diante dos percalços e pedir ajuda quando necessário. é viver cada momento e oportunidade como únicos e construir um castelo de amigos. É reconhecer a vida como dom e graça.

Fazer aniversário!

Fazer aninversário é agradecer!
É correr para recuperar o tempo perdido!
É remediar os possíveis tropeços.
É alimentar os sonhos e esperanças.
É construir os ideais e sustentar os projetos.
É olhar para os passos feitos e organizar os possíveis a dar.
É não se desencorajar pelos obstáculos a encontrar e não desistir pela aridez da caminhada.
É sonhar, sonhar e alimentar o sonho.
É querer continuar vivendo, vivendo e vivendo.
É não se preocupar com as rugas e outros sinais dos tempos.... mas viver intensamente cada minuto, cada oportunidade e agradecer.
Obrigado Senhor por tudo e por todos.
Sou feliz de completar mais um aniversário!

Primavera

Começa-se a sentir o canto dos passaros... , mil e uma flor que se abre ao longo do caminho: sonhos, desejos, aventuras e mistérios se propõem nessa vivaz estação.
Os ânimos, dos homens e dos outros animais, aloram-se e se energizam; são milhares de situações que se desencampam e outras tantas que se reestruturam, tudo para sentir forte o canto do tempo que se abre a novos raios.
Assim como as estações, o nosso coração, ansioso de preenchimento, busca nas movediças areias do sentimento, uma razão para continuar acreditando e esperando novas realidades.
Auguramos fortes ventos que nos impulsione a encontrar um caminho firme para a felicidade que somos destinados; a perfeição se dá na contínua busca de si e dos outros.
Boa primavara a todos nós!!!

Quaresima: tempo di conversione.

padre Lino Pedron


Il discorso riprende l'enunciato di 5,20; "Se la vostra giustizia non supererà quella degli scribi e dei farisei, non entrerete nel regno dei cieli". Il termine giustizia (sedaqah) è usato nella Bibbia per sintetizzare i rapporti dell'uomo con Dio, la pietà, la religiosità, la fede.
I rapporti con Dio, nostro Padre, devono essere improntati alla fiducia, alla confidenza e soprattutto alla sincerità.
L'autentica giustizia non ha come punto di riferimento gli uomini, ma va esercitata davanti al Padre che è nei cieli. Farsi notare dagli uomini è perdere ogni ricompensa presso il Padre.
Matteo sottolinea la vanità di un gesto puramente umano: gli ipocriti, che cercano l'approvazione, hanno già ricevuto la loro ricompensa.
L'ipocrisia consiste nel fatto che un'azione, che ha Dio come destinatario, viene deviata dal suo termine. L'elemosina, la preghiera e il digiuno devono essere fatti per il Padre che vede nel segreto.
Queste azioni fatte "nel segreto" non significano necessariamente azioni segrete: indicano ogni azione, anche pubblica, fatta per il Padre e non per essere visti dagli uomini. E' l'intenzione profonda che conta perché la ricompensa si situa a questo livello: la ricompensa è l'autenticità del rapporto con il Padre.
Il cristiano deve fare l'elemosina in modo da salvaguardare la rettitudine dell'aiuto prestato al fratello per amore del Padre.
La strumentalizzazione della preghiera è la deformazione più inspiegabile della pietà, perché mette a proprio servizio anche ciò che è essenzialmente di Dio.
Gesù nel suo intervento non si propone di modificare il rituale della preghiera giudaica, solo suggerisce un modo più retto di compierla, evitando l'ostentazione, il formalismo, l'ipocrisia. Gli stessi rabbini insegnavano: "Colui che fa della preghiera un dovere, che ritorna a ora fissa, non prega con il cuore".
Il richiamo di Gesù è sulla stessa linea della tradizione profetica e sapienziale e trova conferma nei suoi successivi insegnamenti e più ancora nella sua vita.
Il digiuno è un'altra importante pratica della vecchia e della nuova "giustizia". Esso è un atto penitenziale che completa e aiuta la preghiera.
Gesù, come i profeti, non condanna il digiuno, ma il modo nel quale era fatto. Invece di esprimere la propria umiliazione, esso diventava una manifestazione di orgoglio.
Il digiuno cristiano, come l'elemosina e la preghiera, deve essere compiuto di nascosto. Il cristiano non deve fare ostentazione della sua penitenza; deve anzi nasconderla con un atteggiamento gioioso.
Il digiuno, come ogni altra sofferenza, è una fonte di gioia perché ottiene un maggior avvicinamento a Dio. L'invito di Gesù ad assumere un atteggiamento giulivo invece che tetro, sottolinea il significato definitivo della penitenza cristiana: poter soffrire è una grazia (cfr 1Pt 2,19).

Pra se pensar ....

Desespero anunciado

Desespero anunciado Para que essa agonia exorbitante? Parece que tudo vai se esvair O que se deve fazer? Viver recluso na pr...