Arte e religiosidade

Arte e religião sempre andaram juntas, ambas realidades expressam o mundo da fé, da esperança e da busca de um verdadeiro sentido à própria existência.
O homem busca sempre manifestar a sua relação com a divindade com o que lhe parece mais apropriado, desde a simples oração, às grandes catedrais, passando pelas pinturas e esculturas, mas a natureza sempre revelou o rosto do divino de maneira sublime, pois a natureza, como a divindade, mostra-se em escondimento, sempre deixando algo para ainda ser descoberto.
Talvez por isso muitos artistas "religiosos" buscaram pintar a natureza como espelho da vida e da divindade.
O culto à natureza e as artes em geral manifesta uma manifestação semelhante ao que se tem diante da divindade, quer dizer, de maior contemplação que de palavras. De fato, as palavras esvaziam muito o sentido poético e mistérico, tanto das artes como da religião e por consequência de Deus.
Arte e religiosidade, duas faces de um mesmo hino elevado ao Criador e Senhor de todas as coisas.

Arte e religião

A perdida unidade entre a arte e a religião, vista como um fato benéfico ou prejudicial, não pode ser recuperada por um ato de vontade. Como não era uma questão de cooperação intencional, mas resultava de toda uma estrutura objetiva da sociedade durante certas fases da história, a ruptura é objetivamente condicionada e irreversível. A unidade de arte e religião não provém simplesmente de convicções e decisões subjetivas mas da realidade social subjacente e de sua tendência objetiva. Tal unidade existe, em princípio, apenas em sociedades fechadas, não-individualistas e hierárquicas – até mesmo na antigüidade grega não prevaleceu nas fases em que o indivíduo se emancipou econômica e politicamente. A presente crise que envolve a individualidade e as tendências coletivas em nossa sociedade não justifica qualquer retrocesso da arte a um estágio que antecede a era individualista, qualquer tentativa de novamente submeter a arte de modo arbitrário a amarras de natureza religiosa. Uma reversão dessas traria o selo da própria era individualista: seria essencialmente racionalista. O indivíduo ainda poderia ter experiências religiosas. Mas a religião positiva perdeu seu caráter de validade objetiva e oniabrangente, sua força vinculante supra-individual. Não é mais um medium a priori não-problemático dentro do qual cada um exista sem questionamentos. Por isso o desejo de reconstrução daquela unidade tão exaltada é um wishful thinking, mesmo que esteja profundamente enraizado no desejo sincero por algo que dê "sentido" a uma cultura ameaçada pelo vazio e pela alienação universal. Cfr. Adorno

As alegrias do dia-a-dia

A natureza sonha muitas realidades, que na grande maioria nao passa de miragem!!! Mas o que satifaz, verdadeiramente, encontra-se no dia-a-dia, no quotidiano da existencia.
Quando as coisas demoram ou nao se concretizam como se tem planejado, a tristeza parece perpetuar e todas as fontes se secarem, almejados o extraordinario e a satifaçao està no banal, no corriqueiro. Devemos, por certo, buscar, insistir no melhor, no excepcional, mas nao atrelar a propria felicidade em possibilidades.
O dia-a-dia, se tivermos a capacidade de vivencia-lo com esmero, oferece muitas chances de alegria e ainda mais, de realizaçao; saber discernir esses sinais do dia-a-dia e assumi-los, permite-nos uma experiencia gostosa da propria vida e do que ela oferece, pois o seu dinamismo permite encontrar na variedade de situaçoes, aquelas que podem oferecer um bom e real significado ao proprio caminhar. Na vida ordinaria de cada pessoa humana o limite é a propria liberdade, a propria capacidade de se conduzir ao bem que a aspira e aos seus deleites.

Meditando sobre o Natal

MEDITANDO SOBRE O NATAL!

Estive meditando sobre o Natal.
Interessante...
Não consegui me fixar na imagem
de uma doce criança adormecida,
repousando sobre um leito de palha.

Meditar sobre o Natal levou-me a Jesus
trazendo-nos a Boa Nova.
"Eu lhes dou um novo mandamento:
Amem uns aos outros, assim como eu os amei."
(Jo,13,34)

Passaram-se dois milênios...
A ciência e a tecnologia
descortinaram horizontes ilimitados.
A humanidade deveria estar em paz!
Mas não está.

Confusas, as pessoas não encontram uma forma
de como ser gente no mundo das máquinas.
Apesar do conforto e das comodidades,
vivemos uma grande solidão.
Esquecemos o Mandamento do Amor!
E, assim, vivemos a solidão do desamor.

O Amor é gratuito. Não se compra e nem se troca.
O Amor requer profundidade. Não sobrevive na superfície.
O Amor repousa na alma
de onde transborda para o corpo e para o universo.
O Amor tece laços com linhas de infinito.
O Amor é nosso traço de união com Deus,
através dos nossos companheiros de caminhada.

Natal.
O Amor pede permissão para nos entregar
a Paz e a Felicidade que nos foram destinadas.

Um Feliz Natal de Amor para todos nós!

Pensar e agir

O homem é um ser ambivalente, cheio de contradições na propria estrutura; capaz de coisas nobres e futilezas ao mesmo tempo, de se expressar negativa e positivamente a um mesmo tempo; a ambiguidade longe de ser um defeito, é o que impulsiona o ser humano a buscar sempre, a se colocar em atitude investigador, de prescrutador dos proprios ideais; dessa forma, a verdade è algo para ser conquistado continuamente, numa harmonia entre o pensar e o agir, num desembocar de certezas e movimentos, pois o mesmo ser que busca é um buscador, um desenfreado investigador da felicidade, realidade que ele conquista somente num momento e no outro é escapada; como um ser com natureza movediça como é o homem poderia conquistar uma verdade e uma felicidade absolutas, se ele mesmo não tem nada de absoluto na sua estrutura? O homem é esse investigador da verdade, um mixto de pensamento e ação, um amálgama de presente e devir.O homem é um continuos, uma sintese de contradições e revelações, de experiëncias e sonhos, pois ele pode colocar num mesmo mundo o pensar e o agir.

Pra se pensar ....

Desespero anunciado

Desespero anunciado Para que essa agonia exorbitante? Parece que tudo vai se esvair O que se deve fazer? Viver recluso na pr...